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sexta-feira, 25 de abril de 2014

Alguns livros que li recentemente

Entre os livros que li recentemente estão:
Um porto seguro, de Nicholas Sparks. Do mesmo autor de Um homem de sorte, Um Amor Para Recordar, entre outros livros de sucesso, este segue a mesma linha. Ele definitivamente é talentoso. Conta a história de uma moça que resolve morar em uma cidade pequena, porém ela tem um passado misterioso e faz o possível para fugir dele. Aos poucos a história vai se revelando e termina com um final emocionante e ao mesmo tempo surpreendente. Li o livro após assistir o filme, portanto eu já tinha uma boa noção do final, por isso recomendo fazer o inverso.
O lado bom da vida, Mathew Quick. Tem uma história bem interessante. Narrada pelo ponto de vista do personagem principal, Pat Peoples, recém-saído de uma instituição psiquiátrica. O seu maior desejo é sair do "lugar ruim" (a instituição psiquiátrica) e reconquistar a esposa. Pat não tem noção de quanto tempo ficou realmente internado na instituição e não lembra como foi parar lá, pois seus parentes e amigos parecem fazer questão de omitir estes dados dele. Confesso que em alguns trechos ele se torna um pouco monótono, mas ele recompensa pelo humor provocada pela ingenuidade quase infantil de Pat.
O menino do pijama listrado, de John Boyne, narra uma história um tanto quanto única: é contado pela perspectiva de uma criança, mas é direcionado aos adultos, por causa da temática envolvida. Se passa durante a Segunda Guerra Mundial, onde o personagem principal é Bruno, um menino de nove anos e sua família são obrigados a se mudar de Berlin e ir para uma cidade do interior, por causa do trabalho do pai, que é muito sério e importante. Na nova moradia, ele não tem vizinhos e amigos para brincar, então ele resolve "explorar" a vizinhança: um local cercado, onde quase todos são muito magros e vestem um pijama e um boné listrados. Ele conhece um menino Shmuel, da mesma idade que a dele, que usa uma braçadeira com uma estrela de Davi bordada nela. Dali em diante, ele passa a ir encontrar o menino todos os dias. Muito bom.
O homem que calculava, de Malba Tahan. Narra as aventuras e proezas de um homem muito inteligente e talentoso com os números (Beremiz Samir), por um companheiro de viagem. Muito bom para quem tem dificuldade em gostar do tema (matemática), ele resolve problemas cotidianos através do bom uso da matemática, como o caso da divisão dos camelos. Também traz curiosidades, como a "amizade quadrática", entre outras.
Jogos Vorazes, de Suzanne Collins. É uma trilogia que se passa numa época futura, no país de Panem, que ficaria onde os Estados Unidos estão hoje. O país é dividido em distritos, onde cada um produz um item diferenciado para sustentar a Capital. Katmiss é moradora do 12, produtor de carvão. A personagem central é Katnis Everdeen, que perdeu o pai num acidente nas minas. Como a mãe entrou em depressão pela perda do marido e a irmã é muito nova, ela acaba assumindo a função de sustentar a família através da caça ilegal. Uma vez por ano, cada distrito é obrigado a sortear dois jovens para um combate sangrento do qual somente sai um vencedor, que recebe suprimento e dinheiro mensalmente e de duração vitalícia. A justificativa para tal "torneio" é uma rebelião organizada pelo povo muitos anos antes, onde o distrito 13 teria sido destruído pela guerra e os jogos seriam uma forma de punição (disfarçada de misericórdia). Naquele ano Prim, irmã de Katniss, completa 12 anos e pode, pela primeira vez, ser a escolhida para ir aos jogos. Ao ouvir o nome da irmã ser chamado, Katniss se voluntaria para ir no lugar dela. A trilogia narra os jogos e os eventos que se seguem. Realmente muito bom. Vale a pena a leitura.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Alguns livros que li recentemente

Na verdade, já faz algum tempinho, mas hoje estou aproveitando para publicar:
Nunca pare de olhar (Linwood Barclay) é um suspense com um final surpreendente. Um repórter vai passear com a esposa e o filho. Esta desaparece repentinamente e ele se torna o principal suspeito. Utilizando uma narrativa não-linear, o narrador mantém o suspense até a última página.
O jardineiro francês (Santa Montefiore) é um romance, sensível e primorosamente escrito como somente uma mulher poderia fazê-lo. Confesso que no início fiquei um tanto confusa com o modo de escrever da autora, narrando duas histórias ocorridas na mesma casa, porém em épocas diferentes. Um romance capaz de tirar algumas lágrimas de leitores mais sensíveis. A história começa com uma londrina, esposa e mãe, porém solitária, que se muda para o interior e encontra um jardineiro muito especial.
Em O mal da criação, Michael Byrnes narra um suspense eletrizante, misturando crenças e mitologias antigas a tecnologias modernas. Um pelotão americano no Oriente Médio, em conflito com os árabes, encontram um túnel inesperado. Ao investigar os achados, a coisa vai ficando cada vez mais sinistra. Minha mente perspicaz  descobriu o vilão por trás de toda a trama já nos primeiros capítulos, mas não vou estragar o suspense. A verdade é que a graça não estava em descobrir QUEM era o malvado, e sim QUAL a sua maldade.
Um cavalo me escolheu (Susan Richards) é uma espécie de "biografia dupla", na qual uma mulher com um passado turbulento recebe a incumbência de cuidar de uma égua desamparada, e através dessa vivência é curada de seus próprios traumas. Uma história linda e emocionante.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Trabalho novo e outras coisas

Sumi um pouco em parte porque não tinha muita coisa pra contar, e em parte por falta de tempo. Mas esse post vem com vários assuntos. Comecei essa semana a trabalhar num salão de beleza pertinho de casa, estou aprendendo um monte e amando muito tudo isso. Tem dias que são mais calmos, mas em outros dias a correria é grande.
O outro assunto da pauta são alguns livros que li recentemente. O primeiro da lista é O veredicto de chumbo, de Michel Connelly. É sobre um advogado que "herda" os processos de um amigo que foi misteriosamente assassinado. A história é interessante, mas o interesse sumiu já nas primeiras páginas. Para alguém como eu, acostumada com as narrativas intrigantes e envolventes da Tess Gerritsen, parece que as coisas não andam, mas se arrastam tão vagarosamente quanto uma lesma; e eu acabei lendo nesse mesmo ritmo. Pra um "thriller jurídico", achei um tanto vagaroso demais; o autor é tão detalhista nas narrativas que perde o mistério da trama. O segundo é Um homem de sorte, por Nicholas Sparks, autor dos famosos Querido John e Diário de uma paixão. No começo ele me pareceu um tanto confuso, pois ele segue uma linha cronológica, mas possui alguns flashbacks do personagem principal, explicando seus motivos e modo de agir. Narra a busca de um ex-fuzileiro naval pela mulher de uma fotografia, pois seu amigo acreditava que esta lhe dava sorte e lhe protegia de diversos perigos. O terceiro é Fuga para lugar nenhum, de C. J. Box, sobre um guarda florestal que decide investigar as denúncias de um grupo de caçadores de alces. Os fatos narrados são tão bem amarrados que nos envolvem numa névoa de mistério que não dá vontade de parar de ler. Inicialmente, todo esse clima de suspense beira o limite do terror, mas não me arrependi de continuar lendo. A narrativa nos prende do início ao fim. O último da lista é Pegadas ao luar, de Dennis O'Connor, a emocionante biografia de um gato. Isso mesmo, um gato. Quem gosta gosta de gatos, como eu, vai adorar. Gatos podem não ser como os cachorros, com aquela recepção efusiva e barulhenta quando encontram os donos, mas certamente sabem expressar o amor que sentem por quem cuida deles com carinho. Cheguei a chorar nas últimas páginas.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Algumas alterações básicas...

Pra quem costuma passar por aqui já não é novidade... estou toda hora mudando tudo: fontes, imagem do fundo e organização dos itens nas colunas laterais. Eu não resisto, enjoo muito rápido e acabo mudando de lugar... Quem não gosta que se acostume com a ideia. Porque aqui não existe democracia, o blog é meu e quem dita as regras aqui também é a minha pessoa, rs.
Eu li um livro há pouco tempo (A garota que caçava a lua - Sarah Addison Allen) em que o papel de parede do quarto da personagem principal mudava, sozinho, conforme o estado de espírito da sua hóspede... meu blog é assim também, mas ele não faz isso sozinho, quem muda as coisas nele sou eu. Aliás, falando no livro, ele é bem interessante, alguns detalhes meio fantásticos, mas no contexto geral ele é bom. Faz pensar.
Outros livros que também li e gostei foram:
A pirâmide (Henning Mankell): suspense policial. Um avião cai na Suécia e os dois pilotos morrem no acidente, sendo que a única identificação encontrada no avião estava no motor, as outras foram apagadas de forma muito suspeita. Outras mortes ocorridas nos dias seguintes sugerem uma ligação com o acidente misterioso: duas velhinhas morrem no incêndio de sua loja e a investigação revela uma fortuna não declarada; um traficante conhecido da polícia local é executado de forma muito semelhante.
O fantasma (Robert Harris): sim, pra quem achou o nome semelhante, uma coisa tem a ver com a outra sim. O filme "O escritor fantasma" (procure no arquivo do blog) foi baseado nesse livro, portanto, indiretamente, a sinopse do livro está lá. Um detalhe importante: o personagem principal (o escritor propriamente dito, interpretado por ninguém menos que Ewan McGregor no filme) não fala seu nome em nenhum momento sequer do livro. Demonstra a clara intenção dele de se passar por um fantasma.
A água dupla (James Twining): uma moeda valiosa para os colecionadores foi roubada, sendo que ela nem deveria existir. Ironicamente, um famoso ladrão de obras de arte é convidado por uma agente do FBI para ajudar nas investigações. Um final surpreendente. Digno de uma versão para as telonas.
Por amor a Julie (Ann Ming): uma mãe conta sobre a sua luta para mudar uma antiga lei na Inglaterra. Ela teve a filha brutalmente assassinada e depois de 17 anos de lutas consegue ver o assassino finalmente ser preso pelo assassinato. Emocionante. Ela foi condecorada com a Ordem do Império Britânico em 2007 pela campanha feita por quase 20 anos para conseguir mudar uma lei em vigor há 8 séculos.