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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Culto de domingo à noite - 09/10/2011- Pr. Digão - Deus quer habitar EM nós

Deus tem um plano para nós, Ele nos criou com um propósito, mas eles se dissolveram por causa do pecado. E Deus sempre quer restaurar isso. Uma dessas coisas é que Deus tem o desejo de habitar com o homem, de estar conosco. A cultura do homem no mundo é que temos de fazer esforços absurdos para estar com Deus, que Ele não quer estar conosco. Mas isso não é verdade. O grande desejo de Deus é habitar conosco, Ele anseia por isso, por agir miraculosamente na nossa vida. Deus quer mudar de endereço. Deus nos ama tanto que Ele preferiu sair da adoração poderosa no céu para vir morar em nós. A palavra diz isso, mesmo que os problemas digam que não. Ele não quer nos ver somente nos fins de semana.
O entendimento da igreja primitiva era o de que Deus não habitava em templos, e essa é a verdade. Davi teve o desejo de fazer uma casa para Deus. E esse desejo era louvável, mas Deus responde que esse desejo Ele não tinha, o único lugar que ele queria morar era em nós (Atos 7.47-50; Isaías 57.15; 66.1). Tanto que Ele nos formou com as próprias mãos.
A partir do 4º século, esse pensamento mudou. Enquanto ainda entendermos que Deus mora num templo, viveremos uma vida superficial com Deus. Ele habita EM nós. Se Deus não habita em templos feito por homens, então porque Ele mandou fazer o tabernáculo, com todos aqueles detalhes? Êxodo 29.45-48. Está escrito "habitar", e não "visitar". Há uma diferença: quando a luta vem bater à porta, e Ele HABITA, pode ser que Ele atenda. Ele está conosco sempre! Quando estamos juntos, Deus está no nosso meio. E quando estamos sozinhos? A palavra hebraica traduzida por "no meio", na verdade significa DENTRO. Quando obedecemos, Deus habita DENTRO de nós. Quando estamos na luta, Ele está dentro de nós. João 14.23. O desejo dele não é esperar a próxima vez que vamos à igreja, mas morar EM nós, no nosso coração. Jesus confirma isso. Hebreus 3.6 Há outros milhares de versículos sobre casa. A manifestação de Deus acontece não porque o lugar é diferente ou especial, mas porque nos reunimos, e a glória de Deus que está em cada um se manifesta quando adoramos juntos. Enquanto acreditamos que Deus mora na igreja (templo), vamos ter apenas visitações, mas não vemos o sobrenatural. A partir do quarto século, as pessoas começaram a agir com religiosidade, porque pensavam que Deus estava apenas no templo.
Então, quando falamos mal de um irmão, amaldiçoamos, estamos destruindo a morada de Deus. Porque devemos congregar? Efésios 2.20-22; Salmo 133. É mentira pensarmos que não precisamos congregar. Lá em Êxodo, Deus fala que DEPOIS deles fazerem o templo, Ele viria morar com o povo. A sequência é essa, porque Ele quer testar se queremos mesmo que Ele more em nós. Ele mora em nós, mas o nome dele mora no templo. Quando desonramos esse templo, desonramos o nome de Deus na terra. Ele quer ver se honramos o nome dele na terra, para que Ele possa habitar em nós. Deuteronômio 12.11. Quando o home de Deus é honrado, Ele habita dentro de nós. 1 Crônicas 17.1-15. Deus diz, exatamente como em Êxodo, que Salomão vai fazer a casa, não para Ele morar, mas sim para o NOME dele. 1 Reis 6.12-13. É sempre nessa sequência: Deus vê primeiro o coração, para ver se pode morar nele. Quando vamos ao culto, estamos dizendo: Deus, eu quero experimentar mais de Ti".
Quando vemos alguém falando mal de outra pessoa, não devemos deixar isso acontecer. Ou devemos nos retirar ou levar um à presença do outro, para que haja uma restauração. Provérbios 6.16-19. A sétima coisa Deus abomina: semear contendas entre irmãos. Quando damos ouvidos a quem fala mal de outro, as ondas de maldição também nos atingem (Números 16.29-33). Não vivemos a plenitude de Deus na nossa vida. Jesus estava no templo na hora da celebração, para ver o coração das pessoas na hora da oferta, Deus analisa nossos corações (Ezequiel 9.3).
Há quatro abominações para Deus: semear contendas, idolatria, perversão sexual e tomar o nome de Deus em vão (Êxodo 20.7). O que tem nos seduzido, ao ponto de nos virarmos de costas para o templo?? Limitamos a intervenção divina em nossas vidas por causa disso. Ezequiel 8.16; 43.1-12.
Ao santificarmos o nome do Senhor, o reino vem, e as coisas acontecem: cura, milagre, libertação... Como Deus vai trabalhar em nós, se não estivermos no meio da congregação? 1 Coríntios 3.16-17.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Culto de quinta (06/10/2011) - Pr. Digão - Nova Criatura

** Quem acompanha aqui sabe que eu estava viajando as últimas duas semanas, por isso eu não tinha postado as pregações dos dois outros domingos. Como no último domingo (02/10) quem pregou foi o Aldo, fiquei muito feliz quando cheguei no Bola hoje e vi que era o Digão quem ia pregar. Estava com saudade do Digão, porque eu amo o meu pastor. Podem até me chamar de "puxa-saco", mas sou sincera em dizer que não sei como iria reagir se ouvisse alguém falar mal dele. Abaixo segue a poderosa Palavra do nosso amado pastor no culto de hoje (06/10). Várias referências bíblicas, o Jairo trabalhou bastante, rs.
Não há como entrarmos em contato com a Palavra e não termos a vida transformada por ela. Vivemos num período muito especial, muito mais do que a época dos profetas e até do reinado de Davi. Deus tem novidade de vida para nós. Existem pessoas que ainda estão aprisionadas às mesmas coisas que as prendiam antes de conhecer o Senhor.
Antes era necessário haver o sacrifício pelos pecados, o sacerdócio tinha que ser contínuo. Não havia animais de estimação, como temos hoje. Os animais (bodes, carneiros, etc) eram criados junto com a família, as crianças brincavam com eles. O animal ofertado para o sacrifício deveria ser da pessoa, e ela tinha que assistir ao sacrifício, para que isso pesasse nela e pudesse haver um arrependimento. Por isso nosso tempo é especial.
Salmo 32.1 - "Bem-aventurado" é a expressão Bíblica usada para plenitude. O que acontecia naquela época era diferente de hoje em dia. O pecado não era tirado, era somente coberto. A palavra hebraica traduzida por "cobrir" na verdade significa "preencher um buraco que está vazio". Por isso Jesus fala que não se usa  pano novo para remendar tecido velho. Jesus não veio para nos "remendar", Ele quer nos dar vida nova. João 1.26-29. Ou seja, Jesus não é um remendo, não precisamos ir até Jesus toda hora para sermos "remendados" novamente. É necessário termos uma vida nova, e os judeus entendiam esse princípio, pois eles sabiam que o cordeiro do sacrifício apenas "remendava", tapava o buraco.
Hebreus 10.1-4 - A transformação era apenas externa e temporária, pois a lei não tem o poder de nos transformar totalmente. Quem está em Jesus não tem mais a natureza pecaminosa. Pode acontecer de pecarmos, mas não vivemos pecando (1 João 3.5-6). Deus abençoava porque uma "cobertura" naquele que sacrificava. Hoje temos essa "cobertura" também, mas ela arrancou nossa natureza antiga. Atos 3.19. Qual é o sacrifício que está no nosso altar? O do medo, o de quem acha que não merece o que Deus nos dá, que sabe de sua natureza pecaminosa...?
Zacarias 13.1 - Por isso nosso tempo é especial, pois os profetas falaram sobre esse tempo, mas não viveram isso. Nós estamos vivendo esse tempo. Só Jesus tem o poder de arrancar a nossa natureza pecaminosa, não existe mais aquele buraco que nos fazia pecar e ir atrás de outras coisas. Agora o pecado não manda mais em nós, agora temos autoridade sobre ele, pra dar um basta nisso. Jesus veio para tirar o pecado 1 João 3.5. Os judeus esperam até hoje alguém que tire o pecado. Todas as peças do tabernáculo estão guardadas, exatamente nos moldes que Deus deu para Moisés.
O desejo de Deus não é remendar a nossa vida, e sim nos trazer novidade. Temos que nos apropriar a vitória, porque Jesus já arrancou nossa natureza pecaminosa. Davi diz que quem tinha os pecados cobertos era abençoado. E nós, então, somos o quê?
Quem está em Jesus é nova criatura, quem se apropria do que Jesus fez por nós. Isaías 61.1-3. Os judeus daquela época ansiavam por isso, o que explica o fato de os fariseus perguntarem para João se ele era O profeta de Deuteronômio 18.15-18. Somos novas pessoas em Jesus (2 Coríntios 5.17), TUDO se fez novo. A nossa área emocional é toda nova.
Havia uma rixa na igreja dos gálatas porque uns diziam que a circuncisão era necessária, outros que não. Paulo responde a eles com o verso 6.15: a circuncisão na verdade não importa, o que importa mesmo para Deus é sermos novas criaturas. Satanás só toca quem tem pecado coberto (1 João 5.18), e quem teve arrancada a natureza pecaminosa, Satanás só pode levar a pecar, mas temos um justo Advogado para interceder por nós. Os judeus foram tirados do Egito, mas não tiraram o Egito de dentro deles. Por isso havia tanta facilidade para eles pecarem (a exemplo do bezerro de ouro, pouco tempo depois de terem saído do Egito). Se queremos ter vitória sobre o inferno, não temos que viver de "remendos". Aí a graça de Deus vai nos mover. João 1.1-19

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Culto de domingo - 02/10/2011 - Pb. Aldo - Os 3 fundamentos

Primeiro uma explicação importante: essas duas últimas semanas eu estive viajando, no RS, portanto não tive como postar as pregações deste período. Minha irmã fez uma cirurgia e foi o aniversário do meu sobrinho no último domingo (25/09), então fui para lá ajudar a cuidar dele durante o período de recuperação dela e com os preparativos da festa do pequeno.
Abaixo segue a palavra do culto de hoje (02/10). Se comparada com as pregações do Pr. Digão, foi uma palavra relativamente curta, com poucas referências bíblicas, mas é uma palavra de reflexão. Em qual desses três princípios estamos mais aplicados?
Porque há uma diferença entre o primeiro louvor e o último? Porque a presença de Deus vai nos enchendo aos poucos (Salmo 34.4), e no começo ainda estamos muito influenciados pelo que vivenciamos no mundo. Se a ordem do culto fosse inversa, provavelmente a maioria das pessoas fosse embora nos primeiros minutos da pregação, principalmente quando a palavra é mais dura.
Uma das maiores dificuldades das pessoas é manter-se nos princípios e leis de Deus. No Antigo Testamento Deus deu a lei para Moisés para ensinar o povo a viver conforme esses princípios. Quando Jesus veio, Ele vivia e ensinava os princípios de Deus, explicava as Suas atitudes aos discípulos. E porque há essa dificuldade em seguir os princípios? Porque a gente convive com pessoas do mundo, não só com os cristãos. Existem três fundamentos importantes, nos quais todos os outros princípios estão baseados:
1- Palavra: é a Bíblia. Todas as palavras de conserto, consolo, transformação, etc, estão contidas na Palavra. Quantos conseguem entender a palavra, de forma revelada por Deus, em suas vidas? Existe um segredo: antes de lermos, devemos pedir a Deus que nos dê discernimento do que estamos lendo. Deus criou o mundo com a palavra. Só quando guardamos a palavra no nosso íntimo (coração), é que conseguimos enfrentar as dificuldades, como Jó fez (Jó 23.12). Muitos acham que viver com Deus é simplesmente vir à igreja e ler a Palavra de vez em quando, ou que não precisam mais ler a Bíblia porque já leram toda. Mas Deus nos mostra sempre coisas novas. Jesus Cristo foi para o deserto para ser tentado porque precisava enfrentar as mesmas lutas que nós passamos. A espada é a Palavra de Deus (Efésios 6.17). Temos que ter sempre a boca afiada na Palavra. Numa comparação com o filme "300": os soldados não tinham couraça, mas usavam muito o escudo (tanto para defesa como para ataque) e a espada. Eles sempre mantinham as espadas bem afiadas, ao se preparar para uma batalha. Para nós, a espada é a Palavra. A Palavra do Senhor deve estar sempre afiada sobre nós. Às vezes não temos vontade de ler, mas temos que ler por amor ao Senhor, e não como se fosse um dever a cumprir. Ela nos ensina muitas coisas: como lidar com as pessoas (chefe, pais, vizinhos, etc) e com as situações cotidianas. Por isso precisamos estudar a Palavra, diariamente.
2- Fé: precisa sr praticada, ela não é instantânea. Todos dizemos ter fé. Mas como reagimos frente às dificuldades? Em que temos fé? No Antigo Testamento, a palavra fé aparece poucas vezes. Mas no Novo Testamento é justamente o oposto. Quando estudamos a Palavra, e temos fé que ela é verdadeira, aquilo acontece. Porque a nossa fé não cura? A resposta está em Marcos 9.14-24. O homem tinha um filho que era possuído por um espírito há muitos anos. No verso 23, Jesus responde para ele que tudo é possível ao que crê, e com isso o homem logo reconhece a sua incredulidade. Muitas vezes isso acontece conosco também: temos fé em Jesus, mas há tanto tempo enfrentamos uma determinada dificuldade que não temos fé que Jesus pode fazer um milagre. Ele sonda os corações, e procura quem tem fé. Quando Ele acha a fé num coração, Ele muda essa vida, transforma.
3- Amor: muitos lá fora têm o amor, mas não seguem os outros 2 princípios (fé e palavra). Amar a Deus sobre todas as coisas, amar a Palavra e seus princípios. Amar quem conhecemos, quem nos faz o bem, é fácil. Difícil é amar aquele vizinho chato, aquele que nos prejudica. 1 Coríntios 13.1-13. As pessoas do mundo, quando amam, podem amar e exercer a compaixão, mas será que eles vivem o amor da forma expressada nesse texto??

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Culto de domingo à noite - 11/09/11 - O dom de profetizar

Sempre temos que vigiar e meditar na palavra de Deus. O homem não é longânimo em perseverar na palavra de Deus. Por isso a bíblia fala tantas vezes da importância de permanecer (Josué 1.8; Eclesiastes 12.2). O nosso alvo é um dia nos encontrarmos com Deus e passar a eternidade com Ele. A igreja tem memória curta. Nos esquecemos de quem somos em Deus. As lutas só colaboram com isso, lembrando-nos do que nossos inimigos podem fazer conosco. Os profetas eram levantados em Israel para lembrar o povo quem é o Deus que eles serviam. Deus os instruiu para lembrarem as gerações futuras. O culto nos traz à memória quem é Deus, mas a semana nos bombardeia de lutas, problemas e tristezas.
Precisamos buscar os dons. Será que temos feito isso? O que vai nos dar as vitórias nessa vida terrena são os dons de Deus. Precisamos buscar de forma diligente, constante e perseverante. Esses dons vão nos lembrar de quem Deus é, que sem Ele não somos nada. As portas abertas vão dar testemunho de que Deus é que as abre. Aquele que avança e vê o liberar de Deus vai agradecer, porque sabe que sem Deus isso não ia acontecer. Os dons constantemente vão nos lembrar disso.
Paulo incentiva a buscar os dons, usa todo o seu empenho para isso. 1 Coríntios 14.1-39. Se precisamos buscar, isso significa que eles não estão disponíveis para qualquer um. Paulo enfatiza a importância do dom de profetizar, que é o dom de abrir a boca e atrair o céu para a terra. Apocalipse (5.10; 19.10) nos diz que o espírito de profecia é o espírito de Jesus Cristo. Ela muda a nossa essência: nos torna mais perseverantes, trabalha a nossa fé. Moisés foi mudado, mas ele tinha o dom de atrair o céu para a terra. Jesus já nos abençoou com toda a sorte de bênçãos nas regiões celestiais, e a profecia é que as atrai para a terra. Paulo não falava para alguns, mas para todos. Aquele que profetiza não duvida, sabe que Deus é poderoso para fazer. Paulo fala em todo esse capítulo sobre profetizar. O profeta atrai o reino de Deus para a Terra. João Batista estava preparando o caminho para a chegada do reino dos céus. E Jesus Cristo diz que ele era o maior de todos os profetas da Antiga Aliança, mas também que da Nova ele era o menor (Mateus 11.11).
No Antigo Testamento Deus falava com o povo através de juízes e profetas. Depois de um certo tempo ele começa a mudar essa estrutura: primeiro levanta Samuel, e depois levanta Saul. O profeta cumpre alguns passos importantes para atrair o sobrenatural de Deus na terra. 
 Samuel 9 e 10. Os jumentos tinham muito valor e utilidade, muito mais do que nos dias de hoje. Todos sofremos perdas, assim como aconteceu com o pai de Saul. O pai dele (Quis) era homem valoroso, por isso mandou o filho. Depois de muito procurar e não encontrar, ele decide voltar para não preocupar o pai. Mas ele tinha uma voz profética ao seu lado, dizendo para não desistir, que era o seu ajudante. Nessa época o Espírito Santo não se manifestava em todos. O povo tinha que recorrer aos profetas para ter uma direção. Acontecia assim porque eles tinham, assim como nós, que aprender a não ouvir a própria alma, porque ela nos engana. Quando ouvimos a palavra de Deus, e cremos nela, ela acontece.
Sempre encontraremos dificuldade para atrair o sobrenatural de Deus. Quando abrimos a boca para atrair o querer de Deus, atraímos isso, e aquilo que estava perdido começa a ser restaurado. O vidente não era o vidente que conhecemos hoje. A palavra hebraica para "vidente" significa "aquele que vê o que os outros não veem". O vidente só vê. O profeta também vê, mas ele também tem a habilidade de atrair o sobrenatural de Deus. Não precisamos apenas ver, mas atrair. A vidência seria o que hoje chamamos discernimento. O ato de profetizar desenvolve a fé.
O vidente não tinha ligação com lugares ou cidades, era um andarilho; aparecia em algum lugar, dizia algo e depois sumia. Fazia diferença na vida do povo, mas não atraía o céu. Hoje temos acesso ao dom de profetizar. O presente que Saul menciona (v. 6) é porque o profeta vivia disso, era seu salário. Hoje temos livre acesso porque o salário de Jesus já foi pago (Zacarias 11.12; profecia sobre as moedas usadas para pagamento pela traição de Judas). Temos que crer que o sacrifício de Jesus foi suficiente. Aí, ao abrir a boca, já abrimos com fé que vai acontecer o impossível, que o que Jesus fez é poderoso. Nenhum dinheiro desse mundo pode sarar a nossa alma. Mas as moedas de prata sim. O preço de Jesus já foi pago, temos livre acesso à sua presença. O profeta tinha ligação com um local, para atrair o reino num lugar fixo. Quando um profeta era levantado, havia tempos de paz em Israel. Se o vidente fosse suficiente, não haveria necessidade de levantar o profeta. A visão é importante, essencial, mas a profecia é mais, porque atrai o sobrenatural. Deus está nos chamando para sairmos do "só ver" e começarmos a atrair o profético. Ainda assim Saul não entendia (v. 11 - pergunta pelo vidente). As nossas preocupações nos afastam do profético, sempre queremos discutir com as promessas de Deus. Aí acabamos ficando só com a visão. Quando respondemos contra a promessa, Deus não fala nada, Ele só AGE (assim como Samuel agiu). Quando entramos no profético, Deus começa a nos transformar. Faz algo novo na nossa vida. Toda vez que os traumas começam a gritar, se estamos no profético, Deus nos mostra seu poder e nos transforma. Aquele que anda no profético deve ter a palavra de Deus dentro de si. O vidente tem uma visão de vez em quando, o profeta é tomado o tempo todo.
Os sinais que Deus deu para Saul: 1- o sepulcro de Raquel tem a ver com cura emocional. O profeta tem que ser curado. Deus criou o mundo através da voz (palavra), mas o homem Ele formou com as próprias mãos, o que prova o Seu amor por nós. Não podemos esquecer quem é o nosso Deus. Temos que declarar a palavra para os nossos problemas. Somos profetas, não videntes.

domingo, 11 de setembro de 2011

Culto de domingo (Manhã) - 11/09/2011 - Pb. Boca - Servo

Deuteronômio 8.17-20. O povo de Israel não podia se esquecer de quem era, de como era, da terra que o Senhor deu para eles. Todos os dias Deus nos dá uma terra nova, de várias formas. Neste trecho (capítulos 5a 9), Deus diz para não esquecermos quem nos abençoou e que não é na força do nosso braço que conquistamos as coisas. O lugar do povo é do povo, e o de Deus é de Deus. Devemos sempre glorificar a Deus. Quando começamos a mandar demais, pedir demais, trabalhar demais, estamos invertendo as coisas. E daí não vem bênção. Toda vez que Israel fazia isso, começava a se dar mal, perdia tudo que tinha conquistado até ali. Quando queremos chamar demais a atenção, não damos espaço para que Deus nos corrija, e agimos como filhos mimados.
Nascemos para sermos livres, sim, mas também nascemos para sermos servos de Deus. Quando o povo de Israel esquecia isso, Deus vinha e os abatia para coloca-los no lugar certo. Temos que entender o que é ser servo, o papel de um servo. Deuteronômio 15.12-18. A parte importante aqui é a do servo por amor. Aquela era uma marca que indicava que ele tinha aberto mão de sua liberdade. O homem de orelha furada nos representa. Ele escolheu abrir mão, não se preocupar com o futuro, com o amanhã, com as suas necessidades, porque seu senhor vai cuidar disso para ele. Muitas vezes servimos de coração, mas também servimos nossos desejos. Mateus 6.24. É impossível servir a dois senhores (ao Senhor e aos nossos desejos). 2 Pedro 2.19-20. Quando somos vencidos por algo, somos escravos disso. Nos tornamos escravos de tudo aquilo que nos alimenta, que subjugamos nosso corpo para fazer. Deus procura quem Ele possa "furar a orelha".
Deus não divide a glória dele com ninguém, nem os Seus servos. O servo deixa o que é seu para buscar o direito do outro. Quando somos marcados, não há outro a quem servir, somos servos por amor e não por obrigação.
A igreja é chamada a servir, servir a sociedade, a Deus, ao próximo. Mas muitas vezes fica se preocupando com brigas carnais. Muitas vezes estamos tentando na nossa força, e não conseguimos nada. Precisamos voltar a servir. Efésios 5.22-25. Quando servimos, começamos a praticar princípios da Palavra de Deus. Efésios 6.5. No trabalho, temos que servir ao nosso patrão como servimos a Deus. Nos ministérios em que participamos, estamos servindo aos nossos líderes ou a Deus?
Mateus 20.26-28. Maior é o que serve. No mundo, para chegarmos primeiro, temos que ser o melhor em tudo, na força do nosso braço. Com Deus é o contrário: é o menor, o último. 1 Coríntios 9.13-19. Paulo era grande, e se fez servo de todos. Ele fazia de graça, de bom grado. João 15.14-15. Amigo tem a ver com relacionamento, intimidade. Para sermos amigos de Deus, precisamos ser servos de Deus primeiro. Temos que obedecer o que Jesus fala, e aí Ele nos chama de amigos. Somos filhos de Deus sim, mas antes temos que ser servos. O filho passa e vai. Pode até chamar a atenção por ser diferente, por fazer as coisas corretamente, ser um exemplo de conduta. Mas quem impacta mesmo é o servo, é exemplo de despojo. Viver como servo é muito melhor do que apenas dizer que é servo. O mundo precisa ser servido, a nossa família, nossos líderes. Precisamos lavar os pés justamente daquele com quem nosso relacionamento está desgastado, quando a tolerância está difícil. Jesus lavou os pés dos discípulos justamente porque a convivência estava difícil, e não porque estava fácil. Ele precisava ensinar algo para eles. Ser filho e ser servo são coisas muito diferentes. Filipenses 2.1-18. Jesus se humilhou, sem precisar se humilhar. Somos instrumentos de Deus na terra, e por isso mesmo estamos a serviço dele a todo instante. 

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Culto de domingo - 04/09/11 - Pr. Digão - O esplendor da quarta parte

Uma questão importante a ser levantada: Moisés é um referencial até hoje. Mas algo aconteceu que o impediu de entrar na terra prometida; ele foi o instrumento de promessas de Deus para Abraão; mas ele mesmo não entrou na terra. Deus permitiu que ele apenas visse de longe. E porque isso? Muitas vezes isso acontece conosco, buscamos, mas só contemplamos a promessa de longe. O que gostaríamos de ver, mas ainda não vimos acontecer? Deus quer fazer coisas grandes conosco. Porque não descemos o monte para contemplar isso acontecendo? É a falta de fé. Nós subimos, cremos, mas descemos e desanimamos. Moisés, num momento da vida dele, não creu.
Deus usava um símbolo para dar palavras para o povo: o cajado. Quando Moisés fez os milagres, enfrentou Faraó, ele estava com o cajado na mão. Davi, ao enfrentar Golias, usava o cajado também (1 Samuel 17.40). Cajado significa autoridade para avançar e conquistar. Isaías 3.1-3, 8 -> Tudo isso aconteceria porque Deus tirou o cajado (o poder dele). Sem sustento, sem profecia, etc. Muitas vezes já estamos afastados do mundo, mas não vemos a promessa se cumprir. João 7.36-38. A festa dos tabernáculos é para lembrar o povo do tempo que eles estavam no deserto. No último dia, eles fazem um ritual para lembrar da cena em que a água saiu da rocha. Eles enchem as trombetas de água do rio e derramam no meio da cidade. A declaração de Jesus foi neste momento, e era uma afronta para os judeus, pois ele estava dizendo que ele era Deus! Moisés não viu o cumprimento da promessa porque ele não creu. Números 20.8-13. A água tem poder de dar vida, cura, crescimento espiritual, e também provisão ("animais", v. 8 e 11). Ezequiel 47.7-12 - Deus quer que mergulhemos nessas águas.
Obedecer pela metade é a mesma coisa que desobedecer. Moisés não creu na palavra do Senhor (v. 12). A rocha era Jesus Cristo (1 Coríntios 10.4). Quando Deus falou a primeira vez, mandou ferir a rocha, simbolizando a morte de de Jesus. Na segunda vez, Jesus já tinha morrido, então bastava falar. Cada vez que não cremos, estamos dizendo que o sacrifício de Jesus não foi suficiente para que alcancemos a promessa. Não precisamos mais bater na rocha, basta termos fé. Aquele que crê, obedece, permanece. Quando está difícil, ele continua orando, buscando, jejuando. Às vezes a demora é para testar nosso coração, para ver até onde vai a nossa fé.
Deus não deixou Moisés entrar para que o povo não entendesse que podia desobedecer o quanto quisesse que no final acabaria tudo bem. Números 31.1-8. Arão já tinha morrido, porque Deus disse que ele também não entraria por ter desobedecido. As trombetas simbolizam o profético. Deus mandou levar as trombetas porque queria ensinar Moisés a FALAR com a água, pois são as mesmas que eles enchem de água na festa dos tabernáculos. Os nomes dos cinco reis que foram mortos na batalha tinham significado, e Deus deixou claro para todo o povo porque Moisés não ia entrar na terra: Evi = desejo, concupiscência; Requém = ferir com a vara; Zur = a rocha; Hur = o esplendor; Reba = a quarta parte (a promessa). Ou seja, o desejo fere com a vara a rocha e nos impede de viver o esplendor da quarta parte. O desejo de ferir a rocha foi que tirou o esplendor da terra prometida. Os nossos desejos carnais fazem com que firamos a rocha. Ele quis mostrar para o povo quem ele era. Não temos que mostrar quem somos, mas quem está conosco.Passamos por cima da palavra para mostrar quem somos. Temos que aprender a parar de ferir a rocha, precisamos FALAR com ela. São poucos os que veem o esplendor da quarta parte, porque a maioria não crê. Estamos buscando a Jesus pelo que Ele faz, ou pelo que Ele é? Para engrandecer o nome dele, Ele tem que envergonhar o inferno.
Saulo teve uma visão (Atos 22.6-8), e Jesus pergunta para ele porque ele O perseguia. Ele viu o esplendor. Assim como Saulo caiu, nossos inimigos cairão, um a um. Deus nos chamou para glorificar o nome dele em nós. 2 Pedro 1.4, 1 João 2.16-17 - estamos ferindo a Jesus com as coisas do mundo. Tudo isso passa, mas quem obedece vive o esplendor da quarta parte. Josué falou que foi por causa de ferir a rocha, que Moisés perdeu o esplendor. Muitas vezes não buscamos a rocha por causa de nossos desejos. Muitas vezes a promessa não vem porque estamos ferindo a rocha e não vemos o esplendor da promessa. Se ferimos a rocha, só vemos a promessa e ficamos com água na boca, mas não vemos o esplendor dela. Quando Satanás se levanta contra quem entra na quarta parte, ele fica cego com o esplendor (2 Reis 6.15-20). Faremos coisas maiores que Jesus Cristo. Aquele que crê tem o esplendor em sua vida, por isso precisamos crer de todo o coração. Os judeus também feriram a rocha, porque não creram no que Jesus disse. Apocalipse 22.5; Daniel 3.25-29. Não tem força capaz de barrar o esplendor de Deus em nossa vida. A quarta geração é o fim das maldições hereditárias, um tempo novo. Será que temos ferido a rocha?

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Culto de domingo - 28/08/2011 - Pr. Digão - A justiça de Deus

Todos nós já vivemos alguma injustiça em nossas vidas. O grande problema é que maioria das vezes não são superadas (não há cura, restauração, etc). Mas nós servimos a um Deus de justiça, e Ele está pronto para agir quando uma injustiça acontece. Mas porque muitas vezes não vemos essa intervenção sobre nós? Quando falamos de injustiça, estamos lidando com algo sobre o que não temos mais controle. Quantas vezes o Senhor menciona "justiça" ao se apresentar para Moisés? Quantas vezes a palavra "justiça" aparece no sermão das bem-aventuranças? E porque não estamos vendo isso em nossas vidas?
A justiça precisa ser buscada, encontrada, precisamos buscar a manifestação de Deus sobre nós. Quando aprendemos como buscar a justiça de Deus, então as demais coisas serão acrescentadas (Mateus 6.33). Provérbios 13.6; Isaías 33.15-16 ; Salmo 11.7. Quando Deus se levanta com ira por causa da injustiça, Ele age em favor do Seu povo. Provérbios 8.20-21 (Deus supre a vida do justo com bens permanentes).
Deus não tem preferidos, quando Ele age em uma pessoa, o testemunho dela serve para nos edificar a fé. Oseias 10.12. Quando a chuva de justiça de Deus vier, e não tivermos plantado sementes de justiça, não vai crescer nada. Precisamos buscar e semear a justiça de Deus. Quando Ele vem para agir com justiça sobre nós, não tem quem seja capaz de segurá-la.
Apocalipse 19.7-8. Deus ama a justiça. O linho fino representa as obras justas que eles realizaram. É um símbolo para nós - a vida dele mostra atitudes de justiça na terra. COMO ESTAMOS VESTIDOS NESTES DIAS? Salmo 89.14. Com a palavra, Ele criou o mundo, Ele para o agir de Satanás na nossa vida. A justiça é a base de seu trono. Ao buscar a justiça, abrimos o caminho para que Deus aja na nossa vida com poder. 1 Crônicas 13 - Davi assume o reinado de Israel (todo), e tem algo que o incomoda: a arca não estava no meio de Israel. A arca representa a presença de Deus, o favor do Senhor. Ele queria buscar a bênção de Deus, a justiça dele. Mas ele não a transportou da maneira correta, e Uzá morreu. Deixaram-na na casa de Obede-Edom, e Deus abençoou Obede-Edom e tudo que tinha. Davi ficou desgostoso com isso, e começou a se perguntar: como fazer para trazer para nós a justiça (arca) de Deus? Davi recebia notícias da bem-aventurança de Obede-Edom, e ficou desgostoso. Davi vai a duas guerras e volta para buscar a arca, desta vez da forma correta.
Mateus 18.5-8. A justiça de Deus não tarda. Davi não parou de "importunar o juiz", até resolver a questão da arca. Davi buscou de todas as formas descobrir como trazer a arca. 1 Crônicas 15 - Davi preparou lugar para ela, convocou os levitas para carregar a arca, pois ele entendeu que era urgência para Israel, assim como é para nós. Todos vestidos de linho fino. A glória vem onde há sementes, vestes de justiça. Sacrifício = pedido de perdão; holocausto = oferta de gratidão. Davi menciona 6 erros que cometeu na primeira vez: 1 - Davi não tinha preparado um lugar para a arca, o que é uma injustiça. Precisamos preparara a casa para Deus poder habitar em nós, ter um ambiente onde ele realmente possa estar. Mateus 21.32. Arrependimento é mudança de atitude. 2 - Ele chamou os levitas para carregar a arca. Precisamos aprender a servir, porque esse era o chamado dos levitas. João 12.26. A honra vem onde tem desonra, onde precisa restauração. A injustiça acontece quando só queremos receber. Fomos chamados para servir essa cidade. 2 Coríntios 9.9. Quando agimos com justiça (servir) se a luta ou a dificuldade vem, e nos vê vestidos de linho, dá meia-volta e vai embora. Salmo 112.9 - se aprendermos a buscar a justiça de Deus. 3 - Eles abriram uma brecha e perderam a bênção porque não obedeceram a palavra de Deus. Podemos ouvir o conselho dos outros, mas a voz de Deus deve ter a prioridade.Salmo 119.142; 37.25. 4 - Santidade: Muitas vezes a santidade parece algo muito distante. Não é na nossa força, é Deus quem age em nós. Quando tentamos na nossa força, estamos dizendo que a Cruz foi em vão. Salmo 24.3-5. A santificação é possível para todos que querem. As desculpinhas fazem que a Cruz fique pequena perto de nossos problemas. Algumas coisas da Palavra são opcionais, mas esta não é uma delas. 5 - Davi chama os adoradores, para adorar com justiça. Adorar em justiça é declarar a Deus "eu errei, e a sua injustiça veio sobre mim", é adorar mesmo na luta e na dor. Salmo 7.17. A maioria dos louvores (1 Crônicas 16.8-35) de Davi é do tempo em que as promessas de Deus ainda não tinham se cumprido sobre a vida dele. Adoração não é só cantar, também é vida reta. Temos temido ao Senhor? Adorar a Deus em temor e tremor. Adorar a Deus não porque ele vai mudar a nossa vida, mas porque Ele é Deus. 6 - Unidade. Não é unidade só de presença, mas unidade de espírito. A força da igreja está na unidade. Salmo 133. Não tem como trazer a justiça de Deus se não formos um. Davi mostrou a importância de serem um.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Culto de domingo - 21/08/2011 - Pr. Nelson Rocha - A glória da segunda casa

Algumas informações antes de irmos ao assunto: Neste domingo tivemos uma participação especial: Pastor Nelson Rocha, que está ministrando o curso de teologia, e autor da Bíblia Revelada, um sonho dele de traduzir a Palavra diretamente dos textos originais (grego, latim, hebraico, aramaico, etc). O Novo Testamento foi lançado no início deste ano, e o lançamento do Antigo tem previsão para setembro. Também tivemos o noivado da Luzi Reis e do Bruno, e da Carol Taranto e do Carlos. O culto foi muito abençoado, como poderão ver pela palavra a seguir. ** Boa parte deste sermão foi baseada no livro de Ageu, então serão mencionados apenas o capítulo e o versículo. Referências a outros livros serão mencionadas como de costume.
Deus tem um plano de nos abençoar, com a mudança. 2.4-9. os céus serão abertos, a provisão (o melhor das nações [v. 7]: produtos importados, o que existe de melhor no mundo). Virá o avivamento na terra, e o melhor das nações. Tudo isso vai acontecer "daqui a pouco" (v. 6). O dinheiro, isso Deus deixa para os bancos, Ele tem as fontes de valorização do dinheiro: o ouro e a prata. Quando tivermos o "desejado das nações" (v. 7), teremos condições para cuidar melhor ainda do templo. Aí o verso 9 vai acontecer. A glória do Senhor estará conosco sempre, saberemos que ele nos sustenta. Não vai haver estresse nenhum em nossa vida, porque sabemos quem cuida de nós.
O povo (capítulo 1) estava preocupado com si mesmo, cuidando de si, achava que o tempo de Deus ainda não tinha chegado (v. 1), e Deus diz que esse tempo já tinha chegado. Se ficamos pensando assim, como eles, nunca cuidamos do templo. A casa de Deus estava em ruínas (v. 4). Deus chama a atenção, dizendo que a situação deles era consequência da atitude em relação ao templo: o "aplicai o vosso coração" do verso 5 significa "compare o que tem recebido das coisas que tem feito". No verso 6, Deus nos mostra que não estamos satisfeitos com o que temos. Não nos falta nada, mas não temos o que realmente queremos. Não que falte semeadura (o trabalho), mas o resultado é pouco.
Mas porque isso acontece? Não temos estocado na casa do Senhor. As coisas não satisfazem, não temos vontade de usufruir do que possuímos, nem prazer com estas coisas ("beber" [v. 5] faz referência ao relacionamento matrimonial: a esposa ou o marido não nos sacia). A falta de satisfação é a falta de um dom extraordinário. Precisamos todos os dias comer, beber, negociar, receber salário. No verso 8, vemos o conselho de Deus: "edificai a casa". O monte mencionado aqui faz alusão aos nossos problemas. Temos que olhar para ele como nossa fonte de renda, e não como algo impossível. O Senhor se agrada  de quem não tem medo de enfrentar desafios, quando somos desafiados nos sentimos mais fortes. Deus não diz que ele se agradará do povo, mas diz que se agradará da casa. Muitas vezes Deus nos dá uma luta que é só o ensaio de outra que virá, e essa segunda Deus nos dá "de bandeja", porque fomos fiéis no pouco (Mateus 25.23).
O "olhar" do verso 9 se refere a desejo. Então, desejamos muito, mas alcançamos muito pouco. A nossa vontade não é grande o suficiente para suprir nossos desejos, o que conseguimos acaba sendo pouco, e esse pouco Deus ainda espalha. Porque? Porque não temos cuidado da casa de Deus. Deus não diz que quem segura a bênção é Ele, mas a natureza, pela falta desse cuidado.
A chuva se esparrama e a planta não consegue reter a água, mas consegue reter essa água quando ela vem do orvalho. Deus quer dizer aqui que quer nos dar a provisão de forma que ela nos seja bênção, e que consigamos usufruir dela plenamente. Então, havendo o cuidado com a casa de Deus, a glória da segunda casa (2.9) será maior do que a da primeira porque o povo será abençoado. Então o povo temeu diante do Senhor e obedeceu a palavra (1.14).
O texto de 2.16-17 se refere aos "incidentes" que ocorrem para que as coisas não rendam: o carro quebra, a pessoa se machuca, o filho fica doente, etc (um abismo chama outro abismo - Salmo 42.7). Mas Deus menciona no verso 18 que esse tempo está acabando: daquele dia em diante (24/09) a situação ia mudar. Cada árvore citada no verso 19 tem seu significado: videira = uva e vinho (prazer, alegria); figueira = petiscos, alimento; romeira = saúde/remédio; oliveira = unção. No verso 22, o Senhor ainda menciona que os inimigos se destruirão entre si.
Outras referências a datas: 1.1 - 01/06; 1.15 - 24/06; 2.15 - 21/07.

sábado, 20 de agosto de 2011

Culto de quinta (18/08/11) - Pr. Digão - Cruzando o Jordão

Fomos chamados para viver promessas. O rio Jordão é um dos mais famosos da Bíblia, muitos fatos tiveram seu lugar no rio Jordão (ex: Elias passa a porção dobrada do Espírito a Eliseu; o batismo de Jesus). Grandes manifestações da glória de Deus aconteceram ali. A glória de Deus quer entrar na nossa vida, quer fazer algo dentro de nós, que ninguém mais pode fazer. Existe um rio, que quando cruzarmos, a nossa vida nunca mais será a mesma. De qual lado estamos do rio Jordão? Se não o atravessarmos, vamos ser só expectadores da glória de Deus, ao atravessarmos, a glória age e a nossa vida é transformada, que é a maior e melhor coisa que nós temos. "Pregue o evangelho a todo o tempo e, se for necessário, use as palavras". Quantos de nós estamos olhando o rio e não recebemos o milagre que precisamos? O batismo que aconteceu ali é um símbolo para nossas vidas.
Números 32 - PARA DE OLHAR E ENTRA NO RIO!! Deus diz para Moisés que ele não ia entrar na terra, e ele começa a preparar Josué para ser seu sucessor. Depois de 400 anos no Egito, e outros 40 no deserto, chegou a hora de ver o cumprimento da promessa. As 2 tribos e meia sugeriram de não atravessar o rio, e Moisés não gosta, porque o desânimo ia contaminar todo o povo. Muitos de nós tendemos a cair na tentação de ficar só de um lado do rio. A nossa terra prometida não é só um milagre, é uma restauração total de nosso interior. Uma pessoa que não tem o interior transformado, a adoração não move a Deus. Não adianta de nada a nossa adoração se o coração está longe de Deus. Vamos continuar sendo expectadores. Podemos estar bem hoje, mas amanhã ou depois o nosso coração é roubado por causa do dia mau.
Salvo, em grego, significa uma transformação pessoal. O batismo não é só o ato em si, mas é o início do ato de atravessar o rio. Uma das razões para não atravessarmos o rio é o medo dos problemas. Temos que cruzar o Jordão. Depois do nosso batismo, o que mudou na nossa vida? Cruzamos o rio e voltamos?? Se queremos experimentar o que Deus tem para nós, temos que atravessar o rio.
Moisés fala isso para as tribos, e eles se convencem de que precisam atravessar o rio. Quando eles cruzaram, o maná acabou, a nuvem e a coluna sumiram. Onde estavam? Dentro deles. Temos a glória de Deus dentro de nós. Agora eles tinham confiança e fé. As duas tribos e meia não queriam atravessar porque tinham medo da guerra, de perdas que possivelmente teriam. Tudo que Deus nos pede, não é para perdermos, sempre tem um objetivo maior. Se arrancarmos de nós o sentimento de perda, veremos vitórias que nunca vimos antes.
Aquele que não atravessa, fica dando mau testemunho. Filipenses 1.21. Porque estamos com Deus? Se não atravessamos, mesmo cercados de seguranças temporais, a gente cai. Só incentivo os outros quem está cruzando o rio. Deus tem um plano para nós, ninguém está aqui de bobeira. Deus vai nos honrar onde nos colocou. Quando estamos nele (quando somos iguais a ele), vemos as coisas acontecerem. Quem vive longe de Deus, é só expectador.
Aí as tribos se decidiram por cruzar o rio, e depois voltar para aquela terra. E esse povo não se corrompeu naquela terra, até a morte de Josué. Os problemas começaram só depois que Josué morreu, porque a geração seguinte não atravessou o rio. A capa de Elias foi para Eliseu quando eles estavam atravessando o rio e Elias foi arrebatado. Eliseu viveu a porção dobrada de Elias. De que adianta as colheitas e as vitórias se o interior não for transformado? De nada. Deus nos chama de filhos também, em Jesus Cristo.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Culto de quinta (15/07/11) - Pr. Digão - O Zelo do Senhor

Existe uma maneira de manter a chama acesa. Se tomarmos uma atitude espiritual, podemos manter essa chama acesa por muito tempo. A palavra zelo é razoavelmente frequente na Bíblia. E ela é uma atitude espiritual muito importante. Jesus Cristo aparece para João na ilha de Patmos e dá uma palavra específica para cada uma das 7 igrejas da Ásia. Apocalipse 3.14-19. A última delas era Laodiceia. Sempre destacamos que Jesus fala pra que eles se arrependessem, mas e o zelo? (v. 19)
Ter zelo por aglo é ser consumido pelo desejo de cuidar daquilo. O zelo é algo que nos impulsiona a cuidar de uma coisa. Houve um rei (Jeú - 2 Reis 10.16), na época dos sacerdotes de Baal, e tinha muito zelo com o Senhor, exterminou todos os profetas de Baal. Mas logo depois ele cai e adora outros deuses. Zelo é o cuidado que temos com as coisas que amamos.
Números 25.10 - Nenhum dos dois é o tipo de zelo que Jesus menciona em Apocalipse. O zelo que Jesus procura é o de Salmo 69.9: "O zelo por tua casa me consumiu". Salmo 132.3-5 - quando lemos "casa de Deus", entendemos como uma estrutura física. No Antigo Testamento era assim.
Hoje, vemos a igreja como a casa de Deus, mas porque a presença de Deus está aqui. Hoje a casa de Deus somos nós, porque Deus habita em nós (Hebreus 3.6). Estamos muito visuais, ligados à aparência externa. Mas Deus quer que tenhamos zelo pela casa de Deus, ou seja, nosso interior. A atitude que vai preparar a casa para Deus estar é o zelo, se temos desespero em ver nosso interior transformado. Esse é o convite para Deus entrar na nossa vida. O que tem que mudar é a nossa postura: hoje mantemos a sujeira interior (sempre deixamos para limpar depois), mas o que é físico, exterior, buscamos com ansiedade (prosperidade, cura). Davi diz que o zelo pela casa de Deus o consumia: ele queria ver a trnsformação do seu interior. Aí, quando nos preoucpamos com a igreja física, vai ser somente uma expressão do que já acontece em nosso interior.
O mundo anda ao contrário dessa essência. O nosso zelo não tem que ser por coisas físicas, mas em ser quem atrai a presença de Deus, em ver o caráter transformado para que Deus possa estar conosco diariamente. 1 Coríntios 3.16
O erro que Lutero veio corrigir começou em Constantino, que proibiu reuniões da igreja nas casas, elas só podiam ser feitas na igreja, e foi aí que surgiu a ideia de que Deus habita em tijolos, e não dentro de nós. O nosso desespero pela casa de Deus vai atrair o zelo dele por nós. Quando zelamos pela casa de Deus, Ele zela por nós. Davi tinha sua limitação, mas sabia que se ele zelasse pela casa de Deus, Deus ia zelar por ele. Precisamos ter esse desespero pela casa de Deus, em ver a casa de Deus em ordem, e Deus vai zelar pelas nossas coisas.
No grego, "ouvir" significa obedecer no interior. Isaías 42.13, Jesus citou o salmo 69.9 em João 2.13-17. Zelo tem relação com intensidade, calor, ira, poder, não conseguir se conter. Jesus tinha zelo pela casa de Deus. Os cambistas "compravam" a salvação, porque eles dificultavam o arrependimento: a pessoa só comprava o animal que precisava sacrificar, de uma forma muito fácil. Hebreus 10.38; 12.6 - o chicote tira de nossa vida os impedimentos para Deus habitar em nós.
Atos 26.14 - Paulo estava sendo teimoso, e Deus diz que ele era um como um boi teimoso ("recalcitrar contra os aguilhões" - o boi que dá coices, ao invés de voltar quando a corda dele é puxada).
Salmo 89.32 - iniquidade é um pecado que fica dentro de nós. O castigo para esse pecado era de 40 chibatadas, exatamente o que Jesus levou antes de ir para a cruz. Provérbios 26.3. O zelo faz com que a gente não deixe as situações se repetirem. A correção dói, o açoite sangra. O açoite é quando não aceitamos a primeira correção e seguimos no erro. A correção é para nos colocar no caminho. 1 Pedro 3.13 - quem vai nos fazer mal, se zelamos pelo bem? O zelo pela casa de Deus vai atrair o favor de Deus para nossas vidas. Tito 2.14 - Deus quer um povo zeloso. Deuteronômio 4.25- Deus é zeloso, e se formos zelosos com a casa de Deus, Ele vai ser conosco. Assim atraímos a ira santa de Deus em nossa defesa. A habitação de Deus é no nosso interior.
Temos duas opções: aceitarmos a correção no começo, ou levar as chibatadas no final, e dói bem mais. Isaías 9.7 - o zelo de Davi pela casa de Deus fez isso, o modo como Deus abençoou seu reino. Isaías 26.11; 59.17 - para guerrear em nosso favor.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Culto de domingo (10/07/2011) - Pr. Digão - A cobiça

Estamos numa fase de mudança, e essa mudança não é física, é espiritual. Assim acontece na nossa vida também. A mudança tem que acontecer antes de o novo chegar. Temos que dar alguns passos para entrar no novo, e viver no novo. Sempre houve mudança antes do novo chegar. Há algumas posturas que devemos ter para que alcancemos o novo, porque não é toda mudança que leva ao novo de Deus.
Houve algumas mudanças no povo de Israel no caminho do Egito até Jerusalém. Deus mudou muita coisa no meio do povo para que eles chegassem a Jerusalém de outro jeito. Quando Deus começa a mudança na nossa vida, Ele limpa e tira o que não presta, para que o novo chegue e estejamos preparados para ele e não sejamos corrompidos. Se vencermos esse obstáculo, ninguém será capaz de nos impedir de vivermos o novo de Deus. O caminhão de mudança já chegou, mas em todo o processo de mudança, Deus precisa nos conhecer e consagrar, para ter certeza de que não vamos nos corromper com o novo de Deus.
1 Coríntios 10.1-11 - O que nos impede de viver o novo de Deus é a cobiça (v. 6). Nada desse mundo vai nos satisfazer porque pode saciar por um tempo, mas depois de uma semana ou duas já não sacia mais. A cobiça nos derruba do caminho. Temos que desejar o Senhor. Aí, o novo chega, e antes mesmo de esse novo enjoar Deus manda outro novo. A cobiça fez o povo de Israel ter quatro atitudes: prostituição, murmuração, idolatria, tentar a Deus (v. 7-10). A cobiça é o que desejamos. Quando cobiçamos, o objeto de cobiça se torna nosso Senhor.
Salmo 78; 106.12-15 - A cobiça do povo fez quebrar o caminhão. A cobiça é mais forte do que o pecado, porque ela é quem nos faz pecar. A cobiça nos afasta de Deus. Tiago 1.14 - cada um é tentado é tentado por sua próproa cobiça. Ela gera o pecado, que gera a morte. Enfraquecemos a cobiça quando mudamos o foco das coisas naturais, para buscar as coisas de Deus. Assim, afastamos o pecado, e recebemos o novo, e vemos a glória de Deus. Não existe deserto que segure aquele cuja busca está centrada em Deus. Vamos envergonhar a cobiça! As coisas velhas se passaram, tudo se fez novo.
Êxodo 13.17-22 - foi aqui que o "caminhão ligou". Deus mandou não ir pela terra dos filisteus, porque quem tem cobiça no coração se arrepende ao ver a guerra. Deus os fez ir pelo deserto. A cobiça se disfarça, se esconde dentro de nós. Tudo que acontece no mundo físico, aconteceu primeiro no mundo espiritual. Na saída, Deus dá vários símbolos para Israel, que nós devemos entender: José quis ser enterrado na terra prometida, porque o coração dele estava no Senhor. O coração sem cobiça tem alegria no Senhor, pensa apenas na eternidade, na salvação do Senhor (1 João 2.17). Quando o coração está na vida eterna, sabemos que o que Deus nos dá aqui, passa. A cobiça vem quando não amamos a eternidade. A cobiça ataca os sonhos, as emoções, ela nos enfraquece. Nascemos para a vida eterna, a vida não é só essa aqui, nem para vivermos, trabalharmos somente aqui (Tiago 4.2-3).
Onde temos buscado proteção, refrigério, calor? Onde? É o Senhor quem nos cuida. Jesus era o anjo que acompanhava Israel (o anjo que ia à frente do exército). Quando Jesus fala para amulher samaritana que se ela bebesse dEle, ela não teria mais sede, é porque ela não cobiçaria mais as coisas (João 4.13-14). Quando a cobiça nos leva a amar mais ao dinheiro do que a Deus (1 Timóteo 6.10 - o amor ao dinheiro é o princípio de todos os males), precisamos lembrar que as coisas daqui são passageiras. Podemos ter dinheiro e recursos, mas temos que cuidar com a cobiça e não colocar o coração nisso. Se esperarmos somente nas coisas dessa vida, ai de nós. A cobiça nos faz ter paixão pelas coisas terrenas. Quando temos os olhos em Deus, Ele nos dá as coisas terrenas. É dom de Deus quando Ele nos supre e nos faz prosperar. Jesus disse que a comida dele era fazer a vontade de Deus, porque Ele não tinha os olhos nessa vida. A palavra de Deus é abalada nanossa vida pela cobiça (Marcos 4.18-19). Quando a cobiça está presente, a palavra fica infrutífera, não traz mudança. Temos que colocar em primeiro lugar o que é eterno (Colossenses 3.2).
Satanás tenta distrair a igreja com a cobiça. Se não há cobiça, não ocorre adultério. Onde estão os nossos olhos: no passageiro ou no eterno? O que é eterno não acaba, não tem fim. Deus cumpre o que promete, é eterno. Mas as promessas de homens podem falhar. Davi caiu porque cobiçou, ele parou de olhar para o eterno. Saul começou bem e terminou mal porque encontrou a cobiça no caminho. Temos que colocar os olhos no eterno, e Deus nos dá as coisas passageiras.
Moisés (e todo Israel até hoje) chamava a Deus de O Eterno. Se nossos olhos estão no Deus Eterno, então temos que buscar as coisas eternas. Nosso dinheiro não é eterno, mas nossa oferta sim. A cobiça é a arma que Satanás usa para que tiremos os olhos do que é eterno. Se nossos olhos estão apenas nessa vida, somos os mais infelizes dos homens (1 Coríntios 15-19).
Judas errou por causa de cobiça. Os apóstolos pararam de discutir entre si quando Deus tocou neles e tirou a cobiça do coração deles. Deus levou Israel de novo para o Egito, para testá-lo e poder levá-lo direto para o novo e não perder tempo (Êxodo 14.1-13). Eles foram reprovados. A cobiça anula a fé, produz medo, abafa a palavra de Deus. Quando a cobiça começa a tomar força, começamos a antecipar o sofrimento. Se temos os olhos no Senhor, Ele nos dá a vitória e o livramento. Foi por causa de Moisés que o Senhor livrou Israel. Vencemos a cobiça quando colocamos os olhos no que é eterno.

domingo, 10 de julho de 2011

Culto de domingo (03/07/2011) - Consagração

Deus é um Deus vivo, faz milagres a cada dia. Ezequiel ficou sozinho, ele viu a destruição das pessoas e coisas ao redor dele. Mas o texto não é apenas uma lamentação, ele está se perguntando "porque eu sobrei?". Outras pessoas muitas vezes melhores que nós não estão no lugar que estamos hoje. Porque isso? Deus, por alguma razão, nos aproximou dele, mas muitos outros não. O maior sinal de que a mão de Deus está sobre nós é estarmos na igreja, e não o fato de sermos prósperos.
Se sobramos é porque Deus tem algo a fazer na minha vida, e Ele vai terminar o que começou. Ezequiel 9.2- 6 - porque Ezequiel ficou? Os homens com a marca na testa não tiveram a destruição total. Nós temos uma marca. Quando Jesus Cristo morreu, Ele morreu para que tivéssemos a marca de Deus. Ele tem um propósito com a nossa vida, e Ele vai cumprir o que Ele tem para nós. Ezequiel percebeu que Deus estava insistindo com Ele, e estava tentando entender o porquê. Jesus Cristo veio para mudar a nossa história, ser um marco na nossa vida. Onde está este marco?
Ele estava na Babilônia, e mesmo lá Deus trabalhou na vida dele. Nesse dia ele se deu conta que Deus tinha um plano para a vida dele. A marca nos dá autoridade sobre os que tentam nos assolar. Deus tem um milagre, uma marca, uma consagração. A marca é um sinal de consagração.
Suspirar e gemer (v. 4) = esta é a diferença que o tinteiro estava procurando. Aqui fala de não nos conformarmos ou acostumarmos com o pecado, fazer o pecado parecer comum. Isso nos torna insensíveis ao pecado. O coração endurecido não se importa com o que é abominável a Deus. Quando passamos pelas situações difíceis que nos cercam e isso não nos toca, significa que não estamos acompanhando as batidas do coração de Deus. Neemias se preocupou com a destruição das muralhas de Jerusalém, e foi reconstruir. O problema é que a igreja está insensível ao que acontece ao redor.
Deus não aceita idolatria de forma alguma, é abominação ao Senhor. Provérbios 6.16 - Há seis coisas que Deus detesta, mas uma Ele abomina (o tinteiro vai marcar): o que semeia contendas entre os irmãos. A igreja tem se acostumado ao pecado que afasta o homem de Deus. Hoje Deus quer nos transformar em alguém que vive experiências com Ele. Salmo 91.7: "tu não serás atingido".
Abominável é o que comemos, nos faz mal e vomitamos. A palavra nos diz que seria melhor se fôssemos frios do que mornos (Apocalipse 3.15-16). "Eu não quero trazer abominação a Deus pelo meu pecado ou o de pessoas ao meu lado".
Que abominação tem varrido nossos dias? Jeremias 6.15. Não podemos deixar o nosso coração endurecer, para não dar mais atenção ao material. Vamos dizer como Jeremias: "A tempestade veio e passou, mas eu estou de pé". Temos que dar atenção ao que fere o coração de Deus. Como os valentes caem? Os fortes caíram? Como a nação mais forte da terra caiu? O tinteiro revela. O mundo habita em trevas e não podemos nos deixar endurecer por isso. Cada pessoa é um um ser especial, e não somente um número, nem um acaso, Deus nos quis e tem um propósito destinado a cada ser humano. Quando uma vida atrai transformação a outra vida? É o amor. Quando Jesus viu o túmulo de Lázaro, Ele se encheu de compaixão e chorou, chamando a Lázraro e ressuscita-o (João 11.43). Deus responde a oração de compaixão e amor pelas vidas. Quando há gritos e pouco agir, é porque o coração é de pedra. O Senhor disse que vai nos dar um coração de carne, que não aceita a dor do outro sem sofrer. Isaías 49.16.
Deuteronômio 25.16 - Injustiça é quando alguém pode fazer alguma coisa por outra pessoa e não o faz. O orgulho é abominável ao Senhor (Lucas 16.15). Deus tem muitas vitórias para cada um de nós, mas se vê que vai nos perder, Ele segura. Ao que crê, tudo é possível (Marcos 9.23).
Deus tem uma obra poderosa na nossa vida, mas precisamos escutar o coração do Pai e amá-Lo, com todas as nossas vorças, e ao nosso próximo. Vai chegar o dia em que Deus vai tirar o coração de pedra e dar um coração de carne (Ezequiel 11.17-20; Jeremias 31.1-10, 30-35).
As ondas vieram, mas eis-nos aqui, Senhor. Como a igreja primitiva ficou de pé? O que aconteceu com eles não era exterior, mas Deus lhes tocou o coração e os transformou para sua glória eterna. Tudo em que Ezequiel esperava caiu, mas ele ficou de pé. Jeremias e Ezequiel ficaram de pé. Quando não fico atemorizado por não sentir a presença de Deus, estamos com o coração endurecido. Deus precisa nos tocar, mas precisamos nos abrir para Ele. Não podemos nos acostumar com algo que desagrade a Deus, mas clamar por esta situação. O Senhor quer mudar o nosso coração e para isso precisamos nos abrir para Ele.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Culto de domingo (26/06/2011) - Pr. Digão - Quando o céu se torna de bronze

Para deixar aqui o registro:
Palavra poderosa a do culto de ontem! Mover de Deus tremendo sobre toda a igreja! Devemos dar às "pequenas falhas" o devido tratamento logo no início, e não ficar deixando "para depois"... Muitas vezes não imaginamos COMO ISSO É IMPORTANTE!!
PAI!! Sou muito grata pelo privilégio de estar nessa igreja e ter esse pastor abençoado (www.twitter.com/@pastordigão) que busca a cada semana as palavras diretamente do Teu Trono e nos dar o alimento que precisamos.
"... aonde eu irei, Senhor, se só Tu tens as palavras de Vida Eterna...?!"

"Céu de bronze" e "terra de ferro" são expressões hebraicas usadas para indicar que Deus não estava agindo no meio do povo. Muitas vezes nossas atitudes fazem com que isso aconteça. Se não tomamos cuidado, fazemos com que o céu se feche.
Sempre que a Bíblia menciona estruturas de bronze, indica que a mão de Deus está ameaçando se fechar, por causa dos pecados ou situações ocultas. Alguns exemplos: as peças da armadura de Golias eram de bronze ou de ferro (1 Samuel 17.4-7); Sansão foi preso com cadeias de bronze (Juízes 16.21); bem como o rei Zedequias, por não ter acreditado nas palavras do profeta Jeremias (Jeremias 21.7; 32.4-5; 2 Reis 25.4-7).
Deuteronômio 28.23-25, Levítico 26.19. Quando os céus se abrem, as coisas acontecem, a nossa vida muda, segue um rumo. "Céu" tem a ver com comunhão com Deus, "terra" tem relação com provisão e vida profissional (coisas materiais). Quantos de nós não se sentem assim? São as nossas atitudes que fazem isso. Se os céus se fecham, a intervenção de Deus não acontece. E são as nossas atitudes que permitem que os céus se fechem sobre nós.
Existe um princípio espiritual que precisamos entender para que os céus se abram sobre nós. Sobre a cabeça existe um céu que se abre, se entendermos esse princípio e o aplicarmos na nossa vida. O que fecha os céus é o fato de ocultarmos as nossas falhas, pecados, erros. Quanto mais ocultarmos as falhas, mais o céu se fecha sobre nós. Nestes dias, o pecado tem tomado conta na igreja porque as pessoas não confessam os seus pecados entre si. E quanto mais escondem, mais o céu se fecha. O que tem nos aprisionado nos dias de hoje?
A estratégia de satanás é trazer vergonha por causa do pecado oculto, e quanto mais escondermos, maior vai ser a vergonha. Porque tudo vai ficar às claras, de uma forma ou de outra. Mateus 10.26. A igreja não pode dar essa oportunidade para o inferno. As pessoas acham que os problemas se resolvem por si só. Não é assim. O que temos feito com a nossa vida espiritual? Salmo 32.3.
Uma prática pecaminosa se torna corriqueira, e os céus e a terra se fecham. 2 Samuel 11-12. Existe diferença entre pecado e transgressão. Pecado é tentar acertar o alvo e errar. Transgressão é sair do caminho. Deus sempre nos avisa para não errarmos. Davi tentou resolver a situação com "jeitinhos", mas não conseguiu. Assim a gente faz também. Geralmente as pessoas que estão ao nosso redor se prejudicam por causa dos nossos pecados ocultos (ex.: quando Jonas decidiu desobedecer à ordem de Deus para ir a Nínive, o barco onde estava sofreu com a tempestade, e toda a sua tripulação também). Davi tentou ocultar um problema e criou outro problema como consequência, e assim sucessivamente. Depois ficou um ano em silêncio, ministrando ao povo como se nada tivesse acontecido.
Estamos entrando num tempo profético. Não devemos estar em silêncio, com muitas coisas ocultas. Antes do reino de Deus chegar, vem essa frase: "Tu és o homem", para que haja a correção. Mas perdemos o visitar de Deus porque o coração endurece, a consciência cauteriza, por causa dos pecados ocultos. Não existe acusação para quem está em Cristo; mas devemos ser totalmente sinceros, e contar tudo diante de Deus. Assim envergonhamos o inferno.
Quando Natã vai confrontar Davi, traz para ele uma palavra de juízo e fica 7 dias no pó, imóvel. Ali ele escreve o Salmo 51. O oculto nos faz perder os principais valores cristãos: a alegria da salvação, o espírito voluntário, etc. Nós somos esse homem? Ou não? Qual será a mensagem que Deus fará chegar a nós? Davi demorou para confessar o seu pecado, e sofreu algumas consequências por causa disso.
Deus está em todos os lugares, e nada está oculto a Ele.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Culto de domingo (19/06/2011) - Pb. Aldo - Personalidade, caráter e temperamento

Cada um de nós tem uma personalidade diferente. Mas, afinal, qual a diferença entre personalidade, caráter e temperamento?
2 Coríntios 5.17 Se tudo se fez novo, porque em certas áreas continuamos errando, se Deus poderia nos transformar de uma vez? Porque essa transformação precisa de certos ajustes. A ira enraizada se transforma em amargura. O meio também nos influencia. Mas também é possível a vitória. Temos de ser uma base firme para influenciar nossos filhos no futuro (o caráter é formado até os 5 anos de idade). Nós fomos criados por eus como corpo, alma e espírito. Assim também é a alma: personalidade, caráter e temperamento. Na igreja a gente ainda está em transformação. O que precisa ser transformado em nós?
Ele quer que nos conheçamos, porque muitas vezes nem nós sabemos como vamos reagir. Então Ele permite a transformação mais lenta, para que nos conheçamos aos poucos. Na igreja é fácil ser cristão, mas e lá fora, qual tem sido o nosso testemunho? O mundo cobra certas atitudes quando nos declaramos cristãos. Se crescemos vendo determinadas situações (violência doméstica, etc), quando adultos vamos achar aquilo normal. Os psicóticos, em sua maioria, tiveram traumas emocionais na infância. Quem tem muitos traumas não consegue se entregar completamente a Deus.
A Bíblia nos mostra que Pedro devia ser "casca grossa", uma pessoa difícil de lidar. É um dos discípulos que mais foi corrigido, de quem mais defeitos são mostrados (Mateus 26.51). Aconteceu assim porque Deus queria tratar com ele e tratar conosco através dele. Lucas 22.31
Quem tem inveja de alguém, é porque queria ser essa pessoa. Mas se nos afastamos de Deus, como Jesus Cristo pode interceder por nós quando temos de lidar com um invejoso? Em Atos 2 e 3 mostra a rápida transformação que Pedro teve.
Personalidade vem da palavra grega "persona", que eram as máscaras usadas no teatro. O caráter é a parte moral da alma. Para testar o caráter de uma pessoa, basta dar poder para ela. Só Deus tem poder de mudar temperamento, personalidade e caráter.
Os quatro tipos básicos de temperamento aqui.
Teste para saber o seu temperamento:
http://www.igrejaboasnovas.com.br/curiosidade7.htm

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Culto de domingo (12/06/2001) - Pr. Digão - Rei dos reis

Deus sempre tem algo novo para nos trazer. Quanto mais conhecermos (Oséias 6.3) a Cristo, mais Deus vai intervir em nossas vidas. Uma das principais características de Jesus Cristo, e não tem nada superior a ela, é a de que Ele é Rei. Nós não temos essa vivência como nação, de monarquia. Nada do que o rei fala pode ser mudado. Assim também é o que Deus fala.
Davi mencionava a Deus como seu rei (Salmo 5.2).
Quando Pilatos está julgando Jesus, ele diz que não vê culpa em Jesus, mas a acusação é a de que Ele se diz Rei, era a única acusação contra ele (Mateus 27.37). Cristo, em hebraico, significa "aquele que é ungido como rei". Pilatos até simpatizou com Ele (inclusive foi alertado pela esposa para não crucificá-lo), mas mesmo assim foi mandado para a Cruz. E quantas vezes nós o mandamos para a cruz, mesmo gostando dele também?
O reinado envolve governo, autoridade, controle. Estamos prontos para isso? Esse é o primeiro atributo que temos que conhecer de Deus. Porque todo o resto que Ele quer fazer na nossa vida depende desse único ponto. Quando Jesus Cristo nasceu, o primeiro nome que foi usado para designá-lo foi "Rei dos judeus" (Mateus 2.2). Quando conhecemos a Deus como Rei, vamos ver o reino dos Céus descendo na terra (Salmo 145.13). A libertação e a cura que recebermos permanecem quando conhecermos a Deus como Rei, e não somente por aquele que nos cura ou que nos liberta.
Jesus sempre foi chamado de Rei dos reis. João O menciona dessa maneira em Apocalipse (19.16). Muitas vezes queremos fazer a nossa vontade, mas Ele é o Rei (Mateus 7.21, Provérbios 16.25). Se não damos o lugar a Ele, não vemos o reino de Deus na nossa vida.
Daniel diz que Ele é o REI ETERNO (1 Timóteo 1.17). Ele não quer que vivamos de altos e baixos, mas as vitórias só são permanentes quando damos a Deus o lugar devido. Em toda a Bíblia Ele é chamado de Grande Rei: tem tudo nas mãos, controla tudo e faz o que quer. Antes de nascermos Ele já era Rei, e sempre será. Jesus ensina que para uma pessoa ser liberta, tem que vir um mais valente do que aquele que a estava prendendo. O grande erro de Satanás é se achar o grande rei, ele quer ser adorado. Em sua coxa não está escrito aquele que provê ou que liberta, mas Rei dos reis. Salmo 24.9 - O Rei da glória é aquele que muda nossa história na terra.
Mateus 27.11.31, 37; João 18-19.22 - César é uma tipificação das coisas mais grotescas que se possam imaginar. O povo dizia que o rei deles era César, e não Jesus. Ou seja, quem governava suas vidas. As nossas fraquezas acontecem porque não conhecemos Jesus Cristo como Rei. Conhecemos Ele como Rei, ou apenas ouvimos falar que Ele é o Rei? Salmo 24.7-10 - Quando declaramos que Jesus é nosso Rei, abrimos espaõ para o favor de Deus nas nossas vidas. A Bíblia mostra Jesus como Rei. Ele cura uma enfermidade, Ele liberta, porque é Rei. Se conhecermos a Deus como Rei, não vamos apenas "sobreviver" na fé, mas vamos ter vida em abundância.
Ele nasceu para isso (ser Rei), e não para nos servir (João 18.37). Se entendermos isso, não precisamos entender mais nada. Ele nos liberta porque Ele é REI e liberta. Se não o vemos como Rei, vamos conhecer apenas alguns pedaços de Jesus, e não Deus na totalidade. Ele liberta, provê e cura, porque Ele é Rei. As outras atribuições são apenas consequência disso.
Não tem nada maior do que Ele. Vamos conhecer a Jesus como aquele que só nos dá uma ajudinha e deixar que outros nos governem, ou deixá-lo ser o Rei em nossa vida? Ele nasceu para ser o Rei. Temos que para de perder tempo, e deixá-lo ser o Rei. Quando Ele ordena algo, é para o nosso bem. Somente ele pode anular os decretos sobre a nossa vida, e é por isso que Satanás faz de tudo para nos prostrarmos diante de outras coisas (João 10.10), e Ele não seja o Rei. Se Ele é o Rei, Ele governa, e se Ele não é, tem outro rei governando.
Isaías viu o Rei, e sua vida foi transformada (Isaías 6.1-5). Não queremos conhecer o Rei, porque Ele vai nos exigir transformação. Os outros profetas também tiveram vida transformada (ex: Jeremias, Ezequiel, Malaquias, Zacarias). Os problemas de Israel começaram quando o povo começou a pedir um rei físico, e rejeitar a Deus como seu Rei.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Culto de domingo (29/05/2011) - Pr. Digão - Obediência por fé

Tem situações que não conseguimos enxergar qual será a solução, o socorro, o que vai acontecer. E mesmo quando buscamos a Deus esses problemas não desaparecem da nossa mente. Isso aconteceu durante toda a história da igreja. Não podemos nos conformar com os problemas que aparecem, porque temos uma promessa de Deus na nossa vida. As tribulações "insistentes" são as últimas barreiras antes de um grande liberar de Deus sobre nós. Existe uma postura espiritual que tem o poder de nos fortalecer e de vencer essas guerras. É a OBEDIÊNCIA.
O ser humano já nasce com uma natureza de rebelião. Essas rebeliões marcam a nossa história. Mateus 7.11; Lucas 11.13. A Palavra nos mostra isso: Jesus usou a arma da obediência. A desobediência de um (Adão) marcou toda a humanidade. Mas pela obediência de um (Jesus) muitos foram feitos justos (Romanos 5.19). A nossa vitória vem através da obediência.
Existem dois tipos de obediência: a humana e a por fé. A obediência humana é falha. O homem obedece porque foi ensinado. Mas quando vem uma situação difícil ou uma distração, ele logo para de obedecer.  Romanos 1.5 A obediência pela fé (Romanos 1.5) não para de obedecer porque as coisas vão mal. Quando o mundo espiritual vê que alguém obedece por fé, pode vir a situação que for, que ele não se abala, não falha. Quando obedecemos por fé, as vitórias vêm. Se soubéssemos como o céu se move a nosso favor quando buscamos a Deus, buscaríamos sempre. Quando não fazemos por fé, as situações começam a aparecer para nos impedir (Salmo 84.10 - Davi percebeu isso).Quando obedecemos por fé, não nos guiamos pelo que os olhos vêem. Hebreus 11. Não obedecemos pelo que acontece, mas pelo que Deus é. 1 Pedro 1.22.
O povo de Israel, quando Moisés se afastava deles um pouquinho, fazia o que não era justo aos olhos de Deus. Quando o líder não está perto, o que fazemos? Quando obedecemos por fé, os problemas só edificam a nossa fé. Hebreus 5.8. Jesus obedeceu pelo que sofreu. A dificuldade só vai fortalecer. Abraão aprendeu a obedecer por fé, e a abandonar a obediência humana.
Juízes 6 e 7. Os inimigos enfraqueciam a Israel: na fé, nas finanças, na vida. Eles padeciam porque não obedeciam. Nos tornamos servos daquele que obedecemos. A obediência deles estava colocada nos outros, e não na sua própria experiência. Ninguém rouba a nossa fé, a nossa alegria, a nossa esperança. Gideão é fortalecido em Deus, quando o anjo aparece. Quando não obedecemos por fé, nos sentimos os menores, vemos impossíveis em tudo. Somos os valentes não por nós, mas porque Deus está conosco. Gideão diz que é o menor de todos, mas o anjo não dá atenção e continua chamando Gideão de valente. Aí ele entende que a fé dele estava fraca e pede um sinal: a oferta. O holocausto na Bíblia significa consagração. Quem é consagrado a Deus, Satanás tem problemas com ele. Ali Gideão entendeu que Deus estava realmente com ele, e soube que a vitória viria. Gideão derrubou o altar de Baal. Estamos consagrados pelo Sangue do Cordeiro. A lã, o segundo sinal que ele pede, significa a provisão. Deus diminui o exército dele até ser só de 300 homens, para que eles não dissessem que a vitória era deles depois.
O mesmo Deus que já nos prometeu a vitória, envia uma mensagem ao inimigo (Juízes 7.13-14) sobre a vitória que vai nos dar. Nosso papel é fazer o que Gideão fez, obedecer pela fé, e não pelo que vemos.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Culto de domingo (22/05/2011) - Pr. Digão - Propósito

Deus nos chamou com um propósito, e é muito mais do que imaginamos. Romanos 8.28-30. Enquanto ficamos remoendo os nossos traumas, esses propósitos ficam guardados, paralizados. Deus quer arrancar da nossa alma as feridas, que impedem os propósitos de se cumprirem. Deus tem um amanhã para nossa vida. Para Deus nos levar a esse estágio (v. 30), temos que percorrer 5 passos: 1- conheceu, 2- predestinou a ser igual a Jesus no caráter), 3- chamou, 4- justificou, 5- glorificou. Não devemos nos preocupar com o que acontece ao nosso redor, porque o que realmente importa é onde vamos chegar. Quem nos guia por esses passos é Jesus, não vamos sozinhos. Esse é o caminho da nossa vitória.
Deus deu uma ordem para Moisés construir o tabernáculo. Quando o sacerdote ia entrar na presença, ele também passava por 5 etapas: 1- porta, 2- altar do holocausto, 3- bacia de bronze, 4- santo lugar, 5- lugar santíssimo. Satanás também tem um propósito pra nossa vida, com os mesmos 5 passos, porém na ordem inversa.
1 a 3 - Quando Deus nos chamou, Ele já nos conheceu. Jeremias 1.5. Romanos 9.10-12. Deus já tinha um propósito para Esaú e Jacó, antes mesmo de eles nascerem. Se o plano de Deus para nossa vida é glorificar Seu nome, o final que Ele tem para nós é maravilhoso. Ele é quem nos ajuda a nos transformar, sozinhos não vamos conseguir. E a mudança exige fogo.
Êxodo 30.19-20. O ato de lavar as mãos e os pés era um símbolo. Foi Ele quem nos chamou. Salmo 100.1-4. Se O buscarmos, O acharemos. Se estivermos limpos quando O encontrarmos, permaneceremos limpos, mas Ele nos limpará se estivermos sujos. 1 Coríntios 9.26. João 14.12. Ele não nos chamou por pureza ou sujeira, Ele chamou porque tinha um propósito (ex.: Moisés, Pedro, Saulo). Ele chamou para cumprir esse propósito, e não foi quando estávamos limpos, porque se fosse assim, nunca seríamos chamados.
4 - Se não passarmos para o quarto passo, ficamos apenas guerreando com o pecado, e não experimentamos a verdadeira vida em abundância. aí, quando tivermos um desafio, ele não vai nos assustar porque sabemos quem Deus é. Quanto mais orarmos, maior é a certeza da intervenção de Deus na nossa vida. Revelação é saber quem Deus é, mas não de ouvir falar, e sim de ANDAR com Ele. Quanto mais oramos, maior é a revelação de Deus nas nossas vidas. Aí não vamos depender da glória dos outros, porque se o outro faltar (quando dependemos dela), a nossa glória morreu. O outro apenas nos ensina a chegar lá. Quanto mais o lugar santo estiver ativo na nossa vida, maior vai ser a intervenção de Deus.
5 - Quando chegamos ao lugar santíssimo, a presença de Deus nos faz esquecer dos nossos problemas. As coisas materiais são passageiras, a glória de Deus é eterna. A alma muitas vezes não nos deixa avançar por causa dos nossos traumas e feridas do passado. Filipenses 3.14. Apocalipse 8.3-4. O sacerdote morria se chegasse no santíssimo lugar impuro. Graças ao sacrifício de Jesus, isso não acontece conosco hoje.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Culto de domingo (15/05/2011) - As lutas - Pr. Digão

Quando as coisas acontecem, é natural querermos saber o porque disso. O pensamento ocidental é o de que, se tudo está bem, Deus está nos abençoando. Tem outra teoria (a triunfalista) que diz que não vamos sofrer mais, depois que conhecemos Jesus. Mas não é bem assim.
Gênesis 3.15 - Quando Adão e Eva estavam no jardim, Deus profetizou que alguém viria e pisaria na cabeça da serpente. Vários profetas vieram depois e confirmaram isso: Jesus seria rei, teria autoridade. Satanás achou que Moisés poderia ser esse rei. E Israel passou por um momento difícil ali. Deus o escondeu bem debaixo do nariz de Faraó, foi criado como seu irmão, o qual Moisés enfrentou mais tarde. Pois como teria a autorização para entrar diante do rei com tamanha facilidade se não fosse irmão?
Deus está no controle de todas as coisas. Romanos 8.28. Israel foi massacrado por vários impérios, e aí nasceu Jesus, sob o jugo dos romanos. José e Maria foram perseguidos e se esconderam no Egito. Deus age nos nossos problemas também, Ele sabe como começa e como termina. O meio não interessa tanto assim. Tem pessoas que só são transformadas no fogo. Eclesiastes 11.5; Apocalipse 1.8.
Quem matou Jesus? Satanás entrou no coração de Judas, e o entregou aos fariseus, que o mataram, na Cruz. Mas a Cruz o envergonhou, porque Deus está no controle de tudo. Satanás não sabe o que se passa na cabeça de Deus, e fica sempre tentando impedir o agir dele, mas acaba sempre atordoado no final.
Toda batalha que chega para nós precisa de um "OK" de Deus primeiro. Deus permite que o gigante bata na nossa porta, e não precisamos temer, porque Deus vai nos dar a vitória. Colossenses 2.14-15 (ele riscou o escrito de dívida contra nós); João 8.32 (somos descendência de Abraão, pela Cruz). Temos que parar de querer saber o porque, e entender que no fim a vitória é sempre de Deus. Satanás mandou Saulo (Atos 7.55-58; 8.3-4; 9) para matar Estêvão, mas Saulo se converteu depois, e a perseguição espalhou os cristãos por toda a terra (exatamente os lugares para onde Jesus enviou os discípulos: Judá, Samaria e os confins da terra). Deus é soberano e está no controle de tudo. A perseguição espalhou os cristãos, e o evangelho chegou em muitos lugares dessa forma. Satanás achou que estava abafando, mas Deus transformou maldição em bênção (Neemias 13.2). Foi ali que começou a obra missionária na terra.
Se Deus permite algo nas nossas vidas, é porque vamos ser favorecidos com isso. Satanás tem que pedir autorização para tocar na nossa vida. Aqui, Jesus dá a entender que autorizou (Lucs 22.31-33). Nós só vamos saber quem realmente somos na luta. Quem conhece sua própria essência, se arrepende e Deus transforma sua vida. Deus está mais preocupado com o nosso interior do que com o exterior, porque o exterior é passageiro.
Apocalipse 2.10-11. Deus é soberano e tem o controle de tudo nas mãos. Pedro diz que as tribulações são necessárias, em Tiago 1.2-4. Se temos um coração humilde, Deus não precisa mandar as tribulações, porque já estamos quebrantados. Quando não nos quebrantamos, Deus precisa mandar Satanás para nos quebrar, e chegarmos no ponto onde Ele quer. Romanos 8.34-37.
Quando Deus dá o "OK" para Satanás, vem a luta, mas depois vem a transformação, o renovo e o novo de Deus. Filipenses 4.13: não podemos esquecer o contexto desse verso (v. 10 a 12), Paulo aprendeu a viver em todas as situações porque ele experimentou cada uma delas.
Quando perguntamos o porque de uma luta, significa que não quero essa luta. Quando perguntamos pra que, buscamos entender o propósito de Deus. E quanto antes entendermos o que Deus quer nos ensinar, mais rápido a luta acaba. As lutas não paravam Paulo, mas param muitos hoje em dia, infelizmente. Os nossos problemas não são para o nosso mal, mas para nos ensinar.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Cultos

Pessoal!!
Como vocês já devem ter percebido, eu estou ministrando (com danças) na igreja novamente. Portanto, eu só vou publicar as pregações dos dias que eu for ao culto e não estiver ministrando. Não pelo fato de carregar algo para anotar o culto, porque isso nem sequer atrapalha, afinal não custa carregar um caderninho para quem já carrega collant, sapatilha, roupa pra dançar e etc... Nem sempre consigo pegar a pregação inteira, pelo fato de sair pra trocar de roupa - ainda mais agora que acabou o verão, não dá pra arriscar ficar com uma roupa molhada no corpo durante o culto inteiro. Então perco boa parte da pregação, fica sem uma continuidade.
Mas, sempre que possível, anotarei o culto e postarei aqui.
E mais uma: após alguns meses ministrando na igreja (apesar de já estar ensaiando com as gurias há mais de um ano), as sapatilhas já estão dando os primeiros sinais de desgaste: já dá pra perceber alguns fios soltos, e daqui a pouco eles já darão lugar a buracos... então aproveitei parte da renda do corte do cabelo (ah! Isso é outra coisa que eu não tinha postado aqui, né?) e comprei dois pares: um preto e outro bege.
Quanto aos cabelos, uma breve explicação primeiro: pra quem não sabe, eu tinha um voto. Há uns anos atrás - uns 10, para ser mais clara - o Senhor me pediu um voto: de não cortar o cabelo. Algo semelhante ao de nazireu, com a diferença que eu podia cortar somente as pontas, deveria apenas manter o comprimento. Mas há um tempo atrás comecei a perceber que estava na hora de cortar, pois uma irmã me contou que sonhou comigo, e eu estava de cabelo curto. A partir daí passei a orar a respeito, pra que Ele me revelasse quando seria a hora e qual o tamanho do corte. Os cabelos passaram a incomodar: o fato de ter que prender antes de fazer qualquer coisa (coques, tranças e afins). Isso sem contar a hora do banho: a quantidade de shampoo e condicionador (praticamente o triplo do que uso agora); creme para pentear (que agora eu nem uso!!); o tempo necessário pra escovar e secar os cabelos (no inverno, precisava usar o secador); nem é preciso comentar o tempo que levava o banho (no mínimo 20 minutos).
Quinta da semana passada foi o dia D. Senti paz em vender, e pesquisei alguns preços no centro, mas acabei vendendo num salão aqui perto de casa. Me ofereceram 150. Todo mundo me diz que foi pouco. Realmente, poderia ter conseguido muito mais. Mas o enfoque não deveria ser o dinheiro, e sim o fato de cortar. Ainda publico uma foto aqui, de como ficou. Mas por enquanto vocês vão ficar na curiosidade, hehe.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Culto de domingo (06.03.11) - Pr. Digão - O silêncio de Deus

Em alguns momentos, Deus deixa de falar. E muitas vezes parece que, além de não falar, Ele também não faz nada. E como isso é angustiante, quando esperamos algo que não acontece. Ninguém quer viver no silêncio. Estamos acostumados a ligar para uma pessoa e falar com ela na hora, por causa do celular e afins. As gerações mais antigas aprenderam a esperar no silêncio. A gente, mais moderno, não. Mas Deus também fala no silêncio, e temos que aprender a lidar com ele.
Os silêncios sempre antecedem os sinais de Deus. O silêncio tenta roubar coisas poderosas da nossa vida. Depois do profeta Malaquias, se passaram 400 anos até que João Batista apareceu no deserto.
As injustiças começam a aparecer, as perguntas (porque?, e etc). Quando Samuel apareceu, as palavras de Deus eram muito raras. Até na época de Davi houve silêncio. Davi foi tentar entender o silêncio. Temos que aprender a lidar com esse silêncio, porque ele pode ser bênção na nossa vida. Existe um caso em que o silêncio de Deus trouxe mudança, fez muitas pessoas conhecerem a Deus. Isso aconteceu na vida de Jó, ele era muito próspero: financeira, espiritual e emocionalmente, era um dos mais ricos de sua época. Um dia ele acordou, e tudo estava bem. Mas logo começaram a vir as más notícias. No início do livro de Jó, aparece a conversa entre Deus e satanás, e satanás faz uma aposta com Deus: que Jó iria maldizer ao Senhor e abandona-lo. Deus autoriza satanás a tocar seus bens e sua família, mas não sua vida. Jó perde todos os seus bens. Então veio o silêncio de Deus, mas Jó continuava clamando. Se as lutas chegam, e a gente pára de buscar, a gente não rompe o silêncio de Deus. Jó não parou de buscar.
Tiago 5.11: Bem-aventurados os que suportam as aflições. Não diz os que passam por aflições, mas os que suportam. Então Deus dá autorização para que satanás toque na vida de Jó, mas não para matá-lo. O silêncio continuava. Jó perdeu tudo: bens, filhos, esposa. Jó 2.8-13. Será que estamos escutando a Deus? O que Deus está querendo falar ao nosso coração? Oséias e Habacuque também passaram por silêncio de Deus. Porque Deus fala com satanás e não com a gente?
Quando chegaram os amigos, começa toda uma discussão entre eles (do capítulo 3 ao 38). Os amigos começam a atormentar Jó, e quando esses 3 cansam, aparece mais um. Precisamos aprender a suportar o silêncio de Deus, porque Ele também fala através do silêncio, é aí que Ele nos prova, para saber se pode nos abençoar ou não. Ele não deixa de ser Deus por causa das nossas criancices. Mateus 5.10-12. Deus quer nos colocar num novo tempo, mas Ele precisa saber quem serão os capazes de permanecer firmes, de perseverar. Jó era alguém que permanecia em Deus.
O silêncio acontece quando Deus quer falar conosco, e a gente não quer ouvir. Jó começou a perder algumas coisas, por causa da luta: a certeza de que Deus está no controle de tudo, mesmo no silêncio; de que Deus tem todo o poder, tudo que ele falou, Ele é fiel para cumprir. Isaías 55.10-11.
O nosso pecado faz com que Deus não nos ouça, faz que a gente não ouça a Deus. Deus não nos abandona, a gente é que fica surdo. O que sai da nossa boca no silêncio? Louvor ou murmuração? Jó reclamou, sim, mas ele não questionou a Deus. Ele não passou essa linha vermelha. Habacuque 3.17-18. Davi também passou por silêncio de Deus. Ele não deixa de ser Deus só porque deixou de falar. O silêncio dele não é eterno, uma hora acaba.
No silêncio é inevitável que venha a acusação. Jesus foi mudo para a cruz para que o silêncio de Deus fosse rompido na nossa vida. Deus não vai bajular a nossa baixa auto-estima, Ele vai nos curar. Jó estava quase perdendo as estribeiras, se afastando de Deus, quando Deus aparece e fala com ele. Salmo 46.10.