Uma pequena observação antes de postar a pregação de ontem: descobri qual o argumento da teoria do yin-yang que não concorda com a Palavra. A teoria básica do yin-yang resume tudo o que existe no mundo em dois tipos de energia: uma é relacionada à alegria, vitalidade, leveza, claridade, calor, etc; a outra é relacionada à tristeza, escuro, denso, pesado, frio. No famoso símbolo do yin-yang, o yin é representado pela parte escura, e o yang pela parte clara. Esses dois tipos de energia são opostos entre si, mas eles se complementam: um não existe sem o outro. Eles estão em constante mudança e transformação de um para o outro: um contém a essência do outro, o yin se transforma em yang e vice-versa. E eis aí o ponto: segundo a teoria do yin-yang, não existe nada puro. Além disso, fazendo uma referência à última pregação que eu postei, nem tudo muda: Deus não muda. Ele pode mudar o modo de AGIR, mas a sua ESSÊNCIA permanece a mesma.
Romanos 8.28. A crise significa uma alteração indesejada no curso da nossa vida. Tudo parece cair na cabeça; uma transição, um estágio de dúvidas e incertezas. A situação está boa, mas por algo não esperado, tudo muda de repente e a gente se vê numa situação que não é tão agradável assim. A crise não escolhe ninguém, não olha para classe social, raça, ela vem pra todo mundo. A caminhada com Deus inclui crises, mas isso é parte do plano.
O homem gosta de roubar para si a glória que é de Deus. Ele acha que tudo que ele conquista (emprego, amigos, inteligência, etc), é dele, mas na verdade é de Deus. Se as pessoas avançam por causa dessas qualidades, então porque existem outras pessoas com essas qualidades que não conseguem avançar? A resposta é que Deus é quem controla. 2 Coríntios 3.5. Quando a gente ora, e vê a resposta, achamos que é por mérito nosso. Mas nós temos que orar e saber que é pela GRAÇA que Ele responde, e não porque merecemos.
As crises fazem parte do plano, para nos trabalhar, ensinar. Êxodo 3.1-10. Deus chama Moisés com uma voz audível. Depois disso, Moisés passa a ter encontros semanais com o Faraó. Um paralelo com os dias atuais: um líder evangélico tendo encontros semanais com o Barack Obama. Pessoas com uma missão muito menor que essa têm se perdido. Mas, muito antes disso, Moisés enfrentou uma crise, quando descobriu que ele não era um príncipe do Egito, apesar de ter sido criado como um. Deve ter sido muito difícil, pois a diferença entre egípcios e israelitas era gritante. Quando Deus o chama, o faz olhar para si, e ver que ele era incapaz de realizar aquele projeto (v.11). Deus queria que ele entendesse que Deus é quem faria todas as coisas, Ele estava lapidando Moisés. Ele não se gloriava em si mesmo, ele viu as maravilhas de Deus: o mar se abrindo, as pragas, etc.
Números 11.21-24. A murmuração é como rebeldia, é como dizer que Deus está louco. Deus responde para Moisés que o braço dele não se encurtou. Foi outra crise que Moisés enfrentou. A fé dele desapareceu, mesmo tendo visto tantas maravilhas. A crise vem para que a soberba não crie raízes dentro de nós. O nome dEle é exaltado quando reconhecemos que sem Ele não somos nada. Nada vem de nós mesmos, tudo Deus permite que aconteça. As crises servem para nos ensinar isso, essa é a razão para ela chegar. Não há coração de pedra que permaneça duro, a gente busca mais a Deus.
1 Reis 19.1-4. A crise também veio para Elias, após ter enfrentado os profetas de Baal, quando Jezabel o ameaça. A crise chegou para que ele não pensasse que era na sua própria força. Jeremias 1.6-9. Jeremias era filho de sacerdote, ele tinha acesso à Palavra. Quando Deus o chama, ele diz que não passava de uma criança e Deus responde que poria as palavras em sua boca.
Não é por nós, é Deus quem faz. Quando achamos que merecemos, que é por nosso esforço, é aí que a crise vem. Efésios 2.10. Ela vem para vermos que quem faz é Ele. Ele tem um plano para cada um. Temos que aprender a aguardar nele, não interessa se sabemos desses planos ou não. É nos ministérios que ele nos ensina a sermos zelosos, a sermos responsáveis. Deus nos prepara para realizar os planos dele em nós. As crises fazem parte do ensino dele para nossas vidas. Temos que aprender a separar alma de espírito, razão de emoção.
O segredo para amarmos e conhecermos mais a Deus é apascentar as Suas ovelhas (1 João 4.20), olhar para nossos irmãos. Gênesis 1.26, Filipenses 2.10, João 21.15-17. Se queremos mais do Senhor nas nossas vidas, devemos nos empenhar mais em agradá-lo.
Todos eles passaram por crises, mas se levantaram mais fortes, e ficaram com o Senhor até o fim.
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